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domingo, 17 de março de 2019
Para que serve a arte?
sábado, 12 de janeiro de 2019
Função
Estão em cartaz dois filmes que colaboram para que mulheres mundo afora possam ver a injustiça de se permitirem estar à sombra e até mesmo servir a seus parceiros ficando relegadas a obscura posição de "minha mulher" deles.
Colette e A Esposa - este magistralmente interpretado por Glenn Close - são apenas exemplos que levam mulheres a pensar nas suas vidas, reavaliar seus interesses e seus direitos. Há pouco mais de 10 anos, interpretei uma mulher personagem de Tennessee Willliams que leva muitas pessoas às lágrimas e naquela oportunidade não foi diferente. Houve uma espectadora em especial, que saiu completamente abalada, aos prantos. Soube depois que ela fazia terapia há mais de 2 anos e naquela semana chegou no consultório e disse: "meu casamento é uma merda e por isso minha vida está essa bosta. Se não fizer algo logo, vou acabar morrendo.". Então explicou que havia visto a peça.
Pode um artista desejar prêmio maior que saber o quanto tocou o espectador? Descobrir quanto ajudou alguém a perceber o que não queria/conseguia discernir? Quando começamos aquele trabalho ele mexeu com cada um de nós de maneira bem peculiar e individual. Isso chegou ao público.
Fala-se muito em "função da arte". São muitas, provavelmente. Mas certamente VER o ser humano, expô-lo a si mesmo é um dos maiores desafios do artista e quando chega-se ao ponto de fazer com que sua vida mude, então...!
Foi um casamento, poderia ter sido o trabalho, a situação social da pessoa. O ponto é: quem teme a arte, teme por que? Por ela ter a capacidade de fazer pensar? A quem serve o sucateamento dos espaços culturais, o não-desenvolvimento do fazer artístico?
quinta-feira, 29 de março de 2018
Tenho direito a profissão!
domingo, 25 de março de 2018
Troféu sem prêmio e sem voz?
Ouça seu nome e passe no balcão para recebeu seu brinquedo novo. Essa é a nova modalidade de premiação que deveria ser o reconhecimento pela excelência do trabalho artístico. Criado devido à intensa movimentação teatral e pelo aumento progressivo do público de teatro em 1977, os Troféus Açorianos e Tibicuera hoje são figuras patéticas que envergonhariam Vasco Prado.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Artistas ou empresários?
Já tive uma sentença muito favorável na ação trabalhista que precisei mover contra a TV+: foi determinado que eles assinem a minha carteira de trabalho retroativamente, com todos os benefícios cabíveis e mais algumas coisinhas. Bem além do que ficaram me devendo e poderiam ter acertado diretamente em parcelas amigáveis.
HOJE, estou indo para uma audiência sobre uso indevido de minha imagem, em que pese ainda o fato de minha imagem e voz fazerem parte do meu trabalho e meio de sustento. Tá mais que na hora de TODOS nós pararmos com essa preguiça de ir à luta por nossos direitos. E de entidades do audiovisual, entre outras, agirem conosco da mesma forma que nos fazem cumprir regras que antes não faziam parte de nosso cotidiano nem legislação profissional pertinente.
Isso, ou LITERALMENTE PAGAR PRA VER NO QUE DÁ.
sexta-feira, 21 de março de 2014
MANIFESTO DOS ARTISTAS GAÚCHOS
sábado, 17 de dezembro de 2011
Vamos ao que interessa?
Acabou o mimimi dos prêmios de teatro em Porto Alegre? Vamos a assuntos mais sérios?
Bombeiros e MP na usina e sambódromo. Quando é que eles vão no Renascença e no Câmara - sem falar na CCMQ olhar a situação periclitante das salas onde técnicos precisam trabalhar, se arriscando com o público a incêndios e acidentes pelo estado do equipamento?
Teremos que chamar o Chapolim colorado? Quem poderá nos salvar? Por que não vejo saída pra situação. Talvez quando a PMPA não puder realizar o em Cena por falta de espaços minimamente utilizáveis a população se junte à classe exigindo atenção devida.
Que tempo é este em que as pessoas só pensam em se locupletar às custas dos outros? Se há responsáveis, que sejam responsabilizados. Criminalmente até, se houver incidentes. O que não pode continuar é esse desleixo total numa cidade que se incomoda tanto em sediar copa do mundo de futebol quando não tem estrutura; e não se enganem: a situação dos teatros é apenas a ponta do iceberg.
Trabalhadores da área artitica impedidos de reaver seu material de trabalho por que um espaço como Usina do Gasômetro está fechada por determinação judicial. Ainda que isso nos atrapalhe e muito, acho digno que finalmente se coloque luz sobre o assunto e se apure responsabilidades. A população de Porto Alegre tem o direito de saber o que está acontecendo.
Descaso, desleixo, falta de vontade, morosidade. Equipamentos públicos atirados às traças. Funcionários da prefeitura, artistas e público desrespeitados.
LEMBREMOS DISSO EM TEMPOS DE ELEIÇÃO!! Muitos desses que aí estão pretendem ficar ou voltar. E nós? Ficaremos calados??
O maior prêmio de todos.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
No apagar das luzes
http://apatotadoteatro.blogspot.com/2009/06/blog-em-construcao.html
Cacá Corrêa, ator, diretor, cenógrafo...um ARTISTA de talento inegável vai exercitar seus dotes mais além
Fique em paz, Cacá!
domingo, 4 de julho de 2010
Macbeth no Sesc Pinheiros
De minha parte, gostei de ver o texto privilegiado numa montagem aparentemente simples e monocórdia. Texto, aliás, dito de forma segura - por talentos individuais que formaram um elenco homogêneo, demonstrando a dedicação e precisão da equipe em ensaios e o conhecimento do texto. Gosto da multiplicação dos papéis, com mudanças corporais e de voz a cada tipo apresentado. Muitos espectadores podem não ter percebido, mas assistiram a uma montagem não-condensada (mas editada) onde cada personagem tem seu espaço bastante preservado ainda que em alguns momentos certos ‘cortes’ fossem meio bruscos. Nada novo em coxias e contrarregragem assumidas. Lembrando: o mesmo Aderbal dirigiu "Hamlet" recentemente.
É rara a montagem de ‘Macbeth’ que evidencie o bom humor do bardo inglês. Os risos contidos em momentos pontuais confirmavam a percepção desse humor, mostrando a força dos diálogos e o envolvimento da platéia mais atenta a eles. As figuras das bruxas (as ‘três irmãs’) logo no começo pareciam determinar uma linha que não foi muito explorada e mesmo não sendo a forma que mais gostei de ver, foi criativa ao mostrá-las como senhoras inglesas fofocando na hora do chá.
Senti que a última cena de Lady M., onde sua ‘loucura’ é mostrada, perdeu força ao ser guiada por uma serva e um médico. Seguindo por aí, confesso que esperava – não sei como – um pouco mais de força por parte de Renata Sorrah que, mesmo assim, estava excelente.
Não sou fã de microfones no teatro, mas muitas vezes é necessário e, tendo incomodado no começo, passa a ser natural ao ouvido depois de alguns minutos, pelo fato de ser ambiente e não lapela. A espectadora ao meu lado não se furtou de dizer "esse microfone pega tudo, até o barulho das cadeiras, coisa chata". Se não tivesse microfone, ela deixaria de ouvir o ruído que é igualmente parte do espetáculo?
A nota triste ficou por conta de um comentário logo atrás de mim: “teatro tem que ser comédia, não adianta...” E assim retoma-se a discussão: que espaço tem essa arte não-industrializável num mundo tão tecnológico, imediatista, onde idéias são expressas em 140 caracteres? Seria, afinal, a morte do teatro que vem sendo apregoada desde seu nascimento?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A arte do Ator

Palco nu. Uma atriz, dois atores. Um diretor. Companhia Chapitô. Luz, trilha sonora. Um pano, um livro, roupas de ensaio. Rostos limpos. Uma boa história.
A Tempestade de Shakespeare com mais de 20 personagens foi apresentada com os 3 atores revezando-se em 12 desses personagens e demonstrando que o teatro é sempre a arte do ator. Pra quem conhece, impossível não lembrar do trabalho de Birindelli no seu Il primo Miracolo e tantos outros espetáculos de ATORES com formação corporal e de interpretação profundas.
Aqui, a companhia usa a imaginação da platéia como sua única aliada ao contar a história de traição, amor, magia. Uma criação coletiva de atores com qualidades invejáveis que mudam de personagens 'apenas' com alteração de voz e postura e nós, felizes, compramos isso e nos deliciamos com os tipos apresentados e enxergamos a ilha, sentimos a chuva, vemos as pessoas no barco e o naufrágio.
Se isso não é TEATRO, nada mais é.
Autoria - criação coletiva da Companhia do Chapitô
Direção - John Mowat
Atores - Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas
Nesta vinda ao Brasil com apresentações também em Brasília e Londrina.
sábado, 5 de junho de 2010
"Cinema" no teatro
Ultimamente jovens realizadores de diferentes manifestações artísticas vêm, novamente, visitando e experimentando o movimento surrealista. Palavrinha fácil nas bocas de filósofos de boteco, estética explicada geralmente com exemplos de trabalhos de Dali e Buñuel.
Gostar ou não é outro assunto.
Mas fiquei interessada especialmente pelo resultado nas pessoas que saíam da sala de teatro. Isso, pra mim, foi mais interessante que o próprio trabalho, pois no momento em que me ficou claro o surrealismo, o que aconteceu foi uma sucessão de imagens coladas aparentemente diferentes, mas que nada acrescentavam ao que já estava definido desde os 10 primeiros minutos de peça: fatos corriqueiros, aumentados ou fantasiados numa sala de cinema. Citações explicitas como a repórter falando que pessoas estavam estranhamente ‘presas’ na sala de cinema (Buñuel) ou o ator/personagem falando em russo apenas confirmavam a opção pelo surreal.
Na saída, falava com um amigo sobre nossas impressões e confirmaram-se minhas expectativas: a maioria das pessoas saiu meio tonta, sem saber o que pensar, ou se deveria pensar. A grande dúvida é: ajuda você saber sobre a estética usada? Ou justamente esse estranhamento causado levaria a conjecturar sobre o que foi visto, pensar no que foi sentido por causa disso sem rótulos previamente identificados? Talvez as duas coisas. Nesta última hipótese, funciona. Pra mim, fica chato. Apesar de reconhecer – por conhecimento de causa – o enorme trabalho ao qual o grupo se dedicou. Eu mesma já tive oportunidade de estudar mais de perto o surrealismo quando o Teatrofídico preparava a versão de “O Anjo Exterminador” de Buñuel para teatro, em Porto Alegre.
- Que coisa maluca!
- Meu, cê entendeu alguma coisa?
- Nossa, muito divertido...
- Nunca mais vejo peça de graça!
Pessoas de idades bem diversas tinham reações diferentes não necessariamente vinculadas ao que se ‘esperaria’ de alguém daquela idade. Senhoras com sorrisos satisfeitos e jovens incomodados me lembraram a questão da educação formal. Já falei várias vezes disso de ter tido a oportunidade de aulas de música, artes, filosofia no colégio. Pois ficou muito claro que a experiência de vida e qualidade de ensino daquelas ajudava na apreensão deste trabalho e que a escola fraca e facilidade de ter tudo mastigado pela comunicação de massa destes dificultava o que poderia ter sido pura diversão, pois havia momentos engraçados de maneira muito simples.
Quando se espera “o de sempre” fica difícil deglutir algo novo.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Réquiem e Epifanias
"Réquiem para um rapaz triste" reflete as personagens femininas de Caio.
Epifanias II traz novamente crônicas com um olhar peculiar do escritor sobre o cotidiano, publicadas na jornal O Estado de São Paulo.
DOMINGO SIM, OUTRO NÃO.
sábado, 3 de outubro de 2009
O Zoológico de Vidro.
E a idéia firme de postar algo sobre um espetáculo que vi. Um dos raros casos que merece ser assim chamado, na minha modestíssima e nada abalizada opinião. A segunda vez em SP que me sinto compelida a levantar para aplaudir ainda gritei 'bravi' visto que toda equipe compôs um trabalho à altura do texto sob a batuta firme de Ulisses Cruz.
Não pensem que estava predisposta a gostar apenas pelo fato de gostar da obra de Tennessee Williams. Não a conheço toda, tampouco.
Mais conhecida no Brasil pelo título "À Margem da Vida" (The Glass Menagerie) que teve aqui várias montagens, O ZOOLÓGICO DE VIDRO - em cartaz em São Paulo encanta desde o princípio pela primorosa tradução que traz a essência do trabalho do autor. Depois, a condução da pesquisa sobre toda sua obra, o envolvimento que se percebe na precisão e delicadeza do que é trazido à cena. Precisão da iluminação, cenário, trilha sonora, trabalho dedicado de todos os profissionais envolvidos, nítido no resultado apresentado por um elenco aplicado, que entende que teatro é a arte de toda uma equipe trabalhando junta.
Percebe-se a clareza do rumo que o diretor queria, percebe-se que o cenário está adequado funcionalmente e traz à nossa vista o ambiente em que vivem aqueles personagens. Onde iluminação e trilha sonora pontuam divinamente momentos delicados e noutros, a pontuação se dá pela arte de atores seguros, experientes, guiados por uma direção consciente.
Como atriz, sei que muitas vezes essa 'impressão' de organização, trabalho dedicado, etc é pura fantasia e na verdade tudo pode ter sido meio maluco. Mas não há forma de trazer emoção verdadeira do espectador se a dedicação não é real.
E minhas lágrimas eram reais.
Tive a felicidade de atuar em "Fala Comigo Doce como a Chuva", trabalho que me custou algumas noites de sono, lágrimas de preocupação e outras tantas da personagem.
Emoção real. Pra nós e pra quem via.
Produção bem mais modesta. Nem por isso menos envolvente. E onde recebi o maior retorno (e elogio) profissional da minha vida. Vindo do público!
Mas isso é história.
Não deixe passsar a oportunidade
de ver TEATRO.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Caio F. gratuitamente em SP
O grupo Teatro do Indivíduo apresentará um recorte destacando a produção de crônicas, contos, peças de teatro e cartas da obra do escritor gaúcho.
Local: Sala de Leitura. 3º andar
ENTRADA GRATUITA
Direção Geral: Rodolfo Lima
Programação:
Dia 22, terça-feira
16h – Leitura de “CONTOS” – com Cleber D’Nuncio e Rodolfo Lima.
19h – Intervenção com as “CARTAS” trocadas entre vários amigos. Com Fernanda Brandão, Ivania Davi e Rodolfo Lima
Dia 29, terça-feira
16h – EPIFANIAS” Intervenção Cênica. Crônicas de Caio F. escritas no O Estado de São Paulo. Com Cleber D’Nuncio, Cleber Tollini e Rodolfo Lima
19h – Espetáculo “Réquiem para um rapaz triste” inspirado nas personagens femininas de Caio. Adaptação e Interpretação: Rodolfo Lima – Direção: Ivania Davi
SESC CONSOLAÇÃO
Rua Dr. Vila Nova, 245
Vila Buarque
São Paulo - SP
domingo, 13 de setembro de 2009
Dicas para a semana em São Paulo
A ALMA IMORAL (apenas imperdível-livro e peça)
Neste monólogo, a atriz parte do livro homônimo para tratar de dilemas éticos, em especial da tensão entre tradição e ruptura. Premiado com o Shell 2007 de melhor atriz.
Duração: 75 minutos
Classificação: 18 anos
Supervisão: Amir Haddad
Texto: Nilton Bonder
Adaptação e interpretação: Clarice Niskier
ingresso: R$50,00
Livraria Cultura - Conjunto Nacional Teatro Eva Herz
| Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3170-4059. | ||||
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Aquidentro aquifora
O 9:50 QUALQUER SOFÁ foi o trabalho que primeiro vi do grupo e fiquei percebendo de longe algumas intervenções mundo afora e sabendo do desenvolvimento desse novo espetáculo (ou experimento como elas preferem chamar) também através de algumas palestras/encontros lá na Casa da Caldeiras, onde fica a sede fixa da meninas.
Compromissos de trabalho e a chuva constante ainda não me permitiram ver o ato aquifora que sai da Galeria Olido (centro de São Paulo) nas terças e quartas às 16h pra integrar o trabalho à pólis, como esperava quem acompanhou a pesquisa. Depois de quase uma hora sob chuva esperando um ônibus que não chegou a tempo de me permitir chegar no horário na estréia semana passada, hoje ficou claro que minha insistência pra ver aquidentro não foi em vão.
aquidentroaquifora é um 'experimento' aparentemente descompromissado por sua leveza e maneira divertida de fazer/ser/sentir o humano na vida/mundo. Sempre gostei desse pensar e do trabalho muito sério que norteia a linguagem do grupo.
Parabéns, gurias! Tá tudo muito bem amarrado desde a concepção e guardarei pra sempre o programa "caixa de remédio" com bula e tudo! Lindo.
Espero ver aquifora em breve!
domingo, 6 de setembro de 2009
"O sistema"
Stanislavki
Acabei de ler no Blogosférico Cultural. Para um rápido resumo e indicação de bibliografia, leia o artigo que está bem legal.
Essa 'tradição da ruptura' me lembrou "A alma imoral" de Nilton Bonder... Hum, tudo está convergindo...
Bom domingo e feriado!
domingo, 23 de agosto de 2009
A clareza de Boal.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Alterego de Marcelino?
Pessoalmente, fiquei encantada com a qualidade dada por Rodolfo ao personagem que tem passado, presente e futuro bem definido. Do riso às eventuais lágrimas e vice-versa, é possível notar nuances no personagem criado a partir de costuras de contos escritos por Marcelino e que encerra com um texto recente, sugerido pelo autor a Rodolfo e ao diretor Edu Reis que quebraram a cabeça e, ainda que não acreditem, solucionaram bastante bem o final.
De resto, sou suspeita, pois apesar de amiga, sou hoje fã de Rodolfo. (Não é 'além' não. É APESAR mesmo!)
A ESTRÉIA OFICIAL ESTÁ MARCADA PARA O PRÓXIMO DIA 12 DE AGOSTO.
