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sábado, 10 de fevereiro de 2018

O QUE NOS FALTA É CONHECIMENTO, CERTO? Vamos pensar juntos, afinal, pensar é o que tem faltado a muitos.


Sou anarquista em essência. Penso que se todos os seres vivessem bem em comunhão, não seria necessário um Estado para gerir a sociedade. Mas somos egoístas desde o berço e isso faz com que alguém tenha que vir organizar a bagaça.

Então, cria-se o Estado para atender as necessidades de todos, recebendo impostos de modo a fazer com que a máquina estatal funcione em benefício da sociedade pela qual e para a qual algumas autoridades foram eleitas e outras estudaram em suas áreas e depois em concursos para fazer funcionar tudo que é necessário para as pessoas viverem bem dentro do sistema em que escolheram viver. Na teoria deveria funcionar.

O patrimônio do Estado é para garantir os direitos iguais – ainda que neste momento amplamente sonegados – de todos: saúde, educação, etc. A partir deste mínimo as pessoas deveriam conseguir o suficiente para lutar com os próprios braços e pernas.  Quando este patrimônio é vendido, ele fica a serviço dos seus proprietários, que visam lucro. Ponto. Não deverão satisfação a mais ninguém (salvo especificidades legais). Então, quando o Estado tiver vendido tudo e tiver que recorrer ao empresariado para devolver ao povo o que consta na constituição, deverá pagar o preço de mercado, correto?
Ao invés de escolas estruturadas e com professores respeitados e interessados no ensino, deverão pagar empresas o preço que essas quiserem cobrar?
Em lugar de devolver ao aposentado em benefícios como hospitais e atendimento digno, deverá comprar este atendimento para repassar ao povo e cumprir minimamente as Leis?
Quando for construir uma estrada, já que não terá fundações e autarquias que instruam  governo, como faz por exemplo, a FEE, ele terá que acreditar no que dizem os vendedores de projetos das empresas privadas?
Quando for imprimir o material necessário para uso interno, terá que cotar em diversas gráficas por que a sua – que dava lucro – está agora na mão de amigos.

Então chegará o momento em que o próprio governo perderá a razão de existir, não? Por que precisamos pagar rios de dinheiro para alguém nos dizer quem cobra o preço menor e entrega o serviço? Façamos nós mesmos! Aliás, para que o empresário vai precisar pagar o governo, se ele já é dono do campinho? Para que intermediários?


Fico em dúvida se quem defende a venda do patrimônio público é apenas ingênuo ou realmente cúmplice.

domingo, 4 de setembro de 2016

VAMOS DEIXAR ALGUMAS COISAS CLARAS DE UMA VEZ POR TODAS.
Aos amigos que acham que devo pensar como eles e ponto. Sim, são amigos ainda. Enquanto me permitirem ter minhas próprias ideias. ISSO É DEMOCRACIA.
Para mim, politiqueiros neste país são todos iguais. Infelizmente alguns poucos que se salvariam pela vontade de fazer algo decente ficam incluídos por generalização. Votei na Luciana Genro após muitos anos sem votar. Como uma forma de protesto também, pois tenho horror de ser obrigada a algo, especialmente do jeito que somos obrigados a votar neste país que poderia ter sido tão bom. Não acredito no Brasil. Não acredito nos brasileiros. Se fôssemos tão bons, mudaríamos a nós mesmos ao invés de apenas reclamar dos outros. Novamente, generalizações. Acredito em pessoas. Sendo assim, como poderia acreditar em pessoas que fazem conchavos políticos para ganharem eleições e se beneficiarem de todas as formas? Corrupção? FAÇAM-ME O FAVOR. Levante a mão - desde os anos 1400 do calendário católico-cristão quem nunca deu jeitinho de fugir de punição que sabia justa, levou material do serviço pra casa? Pequenas corrupções cotidianas não contam? No cu, papagaio. Nisso, obviamente, me incluo, nunca fui santa. Nem pretendo.

MAS HÁ UMA DIFERENÇA ABISSAL ENTRE apoiar políticos e apoiar UM GOLPE arquitetado para retirar UMA única pessoa de seu cargo utilizando todas as formas possíveis e PAGÁVEIS de condução psicológica para convencer o gado, digo, povo de que isso é certo.

Apregoam que o sistema eletrônico de votos é totalmente seguro. Que a democracia é uma conquista real. MENTIRA! Se fosse, todos nós teríamos o direito de continuar conversando sobre nossas ideias sem que viesse este ou aquele nos chamar disso ou daquilo. As pessoas respeitariam o fruto da votação. (Eleição e tudo que dela advém.) Em que tipo de lugar as pessoas se acham no direito de dirigir impropérios da forma que foi feita com uma senhora, simplesmente pelo fato de ela estar numa posição de mando? Poderia ser acusada de várias coisas, mas que tipo de gente chama uma presidente de prostituta ou puta (como se isso fosse xingamento?). De anta, burra, de tantas e tantas coisas que jamais diriam a ela pessoalmente? Existe uma linha tênue entre falta de respeito e liberdade de expressão. Neste planeta não existe democracia real. Provavelmente, nunca existirá.

Permitam-me, Marco, André,  entre tantos, tantos outros, continuar tendo minhas próprias ideias de que perdemos um tempo precioso nos digladiando ao invés de simplesmente evoluir e crescer. Permitam-me o direito de respeitar e ser respeitada. Permitam-se o direito de ler o que eu quiser, de pensar o que eu quiser pensar, DE CONTINUAR VENDO TEMER COMO A MARIONETE POLÍTICA QUE ELE É. Pois enquanto estamos aqui, discutindo, a mesma elite de sempre, protegida pelos testas-de-ferro que somos ensinados a xingar estará ainda no mesmo lugar: lucrando, rindo, desde sempre.

sábado, 5 de março de 2016

Tristeza...

Há muito evito divulgar palavras alheias e, recentemente descobri o quão perigoso pode ser expressar a própria opinião. Mas o texto atribuído à jornalista Sonia Zaghetto colocou em palavras a sensação que me visitou ontem e ficou para dormir. A patética realidade de quem perdeu a oportunidade de realmente mudar o rumo da nação.

"Assisti ao discurso do ex-presidente Lula da forma o mais isenta possível e mente aberta. Obviamente não esperei grandes mudanças, mas imaginei que haveria um pouco de autocontrole como demonstração de inteligência. Aguardei alguma demonstração de contenção, se não por gestão de imagem, mas como medida destinada a não aumentar a grande fogueira dos ódios deste país. Imaginei que, dado o momento inédito em sua vida, manifestaria algum respeito aos milhões de brasileiros cujas mentes não se curvam à retórica barata. Em vão: palavras vazias, em uma fala recheada de clichês e tolices, plena de auto louvação, piadas grosseiras, delírios narcisistas e frases piegas que comoveriam apenas pré-adolescentes ou amigos encharcados de boa vontade. 
Houve, ainda, uma revisita a dois clássicos: a velha estratégia vitimista sobre a perseguição movida pelas elites por ser o redentor dos pobres; e o desejo sádico de alimentar um pouco mais o ódio que hoje divide seus compatriotas. Observei-lhe o rosto contorcido, a expressão raivosa, a incapacidade de se reconhecer como cidadão comum, submetido às leis do país. E entendi: Lula hoje acredita piamente na imagem que ele e seus aduladores criaram. Para ele, é inadmissível que seja investigado, ou conduzido a depor: trata-se de falta de respeito. Logo ele, tão grandioso, dotado de tal inteligência que chega a mencionar com desprezo os que dedicam longos anos ao estudo.
Atrás dele, uma multidão aplaudia, mesmerizada. E me veio à memória uma história que se conta sobre Julio Cesar. Ao entrar triunfante em Roma, quase semideus em sua dourada carruagem, trazia consigo um escravo que o prevenia contra os excessos da vaidade, lembrando-o, de tempos em tempos: "Memento mori!" (Lembra-te que és mortal!).
É uma pena que Lula não tenha entre os seus quem o alerte para os excessos intoxicantes da vaidade que cega.
É uma pena que Lula ame apenas a si mesmo e não ao país, transformando uma parte significativa de nossa população em inimigos sobre quem açula seus cães. 
É uma pena que ninguém lhe diga, francamente, que o rei está nu - que sua habilidade de comunicação só funciona para dois segmentos: os que se renderam a essa nova forma de fanatismo criada por seu partido; e a parcela da população cuja ausência de educação é louvada como vantagem e não como vergonha. 
Despido de riquezas morais, passará à história como fanfarrão histriônico. 
Órfão de qualidades éticas, não consegue reconhecer que ultrapassou todos os limites. 
Desabituado à reflexão, não vê além dos limites das necessidades básicas. 
Embriagado pela bajulação, não consegue ver nas críticas de milhões de brasileiros a advertência severa para seus excessos.
Tudo isso, Lula já havia demonstrado sobejamente em ocasiões anteriores. Hoje apenas reafirmou, em rede nacional, que desconhece o significado da palavra grandeza."

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tudo junto, misturado

Muita gente que está, de lado a lado (existe 'lado'?) xingando, bufando, reclamando enfim, da opinião alheia, saiba que muita gente morreu e ainda morre, não apenas no Brasil, mas no mundo todo para que tenhamos o direito de pensar e falar o que pensamos e assumir as responsabilidades legais por isso. NÃO CONCORDO COM MUITA GENTE, MAS VOU SEMPRE DEFENDER O DIREITO DE PENSAREM E EXPRESSAREM SUAS IDEIAS. 

Sempre vi com bons olhos iniciativas que tentam dar voz aos cidadãos, que nos ajudem a perceber melhor como funciona o mundo à nossa volta. Porém algumas instituições usam esta máscara e, ao invés de pregar e primar pela liberdade de opiniões, disseminam a cultura da divisão de classes. Ou seja: todos devem se envolver em política, desde que todos 'os outros' pensem como nós. Liberdade apenas para outros povos, afinal, no Brasil, temos a liberdade de servir a classe financeiramente abastada, para quê mais?


Aí falam em "golpe comunista". Com que exército?
Aí falam em doutrinação nas escolas e esquecem o que ocorre nas escolas privadas* de altos custos.
Aí falam em mudanças, mas elegem um dos congressos mais retrógrados de todos os tempos.
Aí falam em união, desde que 'os outros, os pobres' pensem como eles.
Gente falando muito e fazendo muito pouco.
*Em São Paulo, 2008, fiz parte de um trabalho para empresa privada, envolvendo a nova ponte estaiada. Passavam várias turmas de estudantes (só escolas privadas) e um dia uma colega perguntou a um dos meninos (uns 10 anos) se eles tinham que usar aqueles uniformes e gravatas todo dia. Ele olhou com cara espantadíssima pra ela: "Claro, estamos sendo preparados para a vida real".
Precisa dizer mais?


A questão do uniforme nem entra em discussão, sou super a favor e acho que poucas pessoas não gostam. A questão é que, para aquelas crianças estavam ensinando que, a "vida real" é o que elas vivem, onde trabalham, o que fazem e como se vestem e agem. Na "vida real"delas, uma pessoa, obviamente, só pode andar de gravata se quiser ser considerada gente. Esqueci de mencionar que um outro menino da mesma escola perguntou a um monitor se nós éramos atores ( 16 profissionais registrados que passaram por 2 etapas de testes inclusive com presença de representante da multinacional contratante) e ao ouvir "sim", deu uma risada debochada dizendo "eles PENSAM que são, né?". Esse tipo de lavagem cerebral sectarista nunca é contabilizada no rol das 'doutrinações'. E quanto ao golpe comunista, entendo o que o quer dizer quem fala de ir cozinhando aos poucos, porém, acredito que há muita gente antenada para que esse tipo de coisa não volte a acontecer - golpes, eu digo.. Não lembro, na minha vida, outro período em que as pessoas tivessem tanta liberdade para falar o que quiserem. O Andre mesmo, ainda que usando palavras grosseiras teve toda liberdade para julgar o meu voto - e reitero que não sou militante do PT ou qualquer outro partido político, apenas respeito minhas convicções e foi respeitado por mim aqui mesmo neste espaço que nem sonharíamos em ter na década de 1970, não é?


O que levanto é a questão de que somos constantemente doutrinados, seja por nossas famílias quando nos criam de acordo com seus valores e princípios - alguns com princípios de liberdade ou libertinagem, rsrsrs - depois na escola em quenos colocam e por aí vai. Sim, ela fez parte e que idade tinha? As pessoas tem o direito de lutar por seus ideais e mudar a forma de fazer isso à medida que aprendem novos caminhos ou amadurecem. Quem disse que ela não encontrou formas dentro do sistema em que vivemos? Afinal, ela foi eleita dentro DESTE sistema. Assim como a Luciana Genro buscou ser eleita dentro DESTE sistema, respeitando a vontade das pessoas de viverem no capitalismo e no presidencialismo, para ser simplista. Quem pode dizer que pensa exatamente da mesma forma que pensava aos 20 anos sobre todos os temas?

O Exército tem por função defesa da pátria/nação/país dentro e fora, certo? Não política. Se há um momento de democracia e "o povo" soberano maior dessa parafernália toda entende que deve seguir algum rumo, o exército, como parte do povo, não pode se manifestar enquanto instituição contra o povo.

Pensando aqui: se tivesse investido (principalmente no social) na região sul, governo federal seria bairrista. Investindo nas regiões norte e nordeste, é populista. O ser egoísta esse humano!

Se a elite financeira do país acha ruim a forma como "o povo" - já que ela não se identifica como tal - pensa, que dê escolarização de qualidade para que todos aprendamos a pensar e agir com consciência. Cada um com a sua. Isso é liberdade.

Voltando à questão da doutrinação, durante o período da última (!) ditadura militar  havia doutrinação de direita nas escolas, como não? Ah, isso pode? A parte boa é que também tínhamos muitos professores bacanas que nos ensinavam filosofia, Moral e Cívica (criada com um fim bem específico), OSPB que aproveitam o que deveria ser o currículo para alargar nossos horizontes, explicando o que era cada coisa e deixando que, com nossos valores a partir de casa tirássemos nossas conclusões. Eu, pelo menos, tive essa sorte, além de pais que me deram liberdade para ler e aprender, dentro de suas capacidades.

Tantinho de inveja das pessoas que nunca se decepcionaram com o seu voto. Pelo tanto de gente reclamando do meu voto, são muitas. Fico feliz por elas.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Retorno

Há muito tempo me abstenho de me envolver com política partidária, seja em discussões ou diretamente. Por motivos que me levaram, inclusive, a anular meu voto durante muito tempo, consciente do que isso significa.
Porém é impossível abster-me totalmente, já que vivo inserida em sociedade, tudo que sou e faço dependem, diretamente, da política entre seres humanos, partidária ou não.

Sempre entendi que a variação de ideias é saudável para que a gente possa conhecer pessoas e seu trabalho, ver o que funciona, o que pode ser agregado ou removido. Afinal, pressupor que apenas aquilo em que acreditamos é correto sempre me pareceu burrice.

Certa vez comentei que achava interessante a forma como o voto das pessoas que vivem no Rio Grande do Sul pode facilmente, sem medo, migrar “de lado”, quando não satisfeito. Votar no outro lado quando achava que tava na hora de mudar.

Mas no panorama atual de candidatos, fico estarrecida com a possibilidade dessa senhora Ana Amélia vir a ser governadora do Estado. Alguém aqui lembra da Ieda? Dá uma piorada pra ter noção...

Imaginem, nas artes e na cultura, área em que trabalho - que vinha sendo reconstruída com muita dificuldade e briga no estado (vamos sair do umbigo da capital, certo?) – um governo que não tem a menor ideia do que é produzido aqui? Quem teve oportunidade de ouvir a representante da candidata sobre o tema, nem precisou de esforço para entender que ela não sabe do que está falando. Provavelmente por não acompanhar a produção artística regional. O que se dará então, na educação, na saúde? 
Mas se lutamos por participação e verbas diretas (como fundos e editais), não podemos esquecer que este seria o tipo de governo a financiar apenas manifestações folclóricas e Bailes de Debutantes – estão esquecidos?

Não posso compactuar com isso.

Este ano, eu voltarei a votar.

Aconselho a todos que ponham a mão na consciência: se está como está, não é responsabilidade nossa que votamos de forma displicente? Com bem lembra a campanha do TSE, será como se o candidato ande sempre com você, fazendo passar vergonha, trabalho, dificuldade. Tire uns minutos para pesquisar rapidamente sobre o programa de governo do candidato. É mentira? Bem, você deve saber em quem está votando. Pesquise, informe-se, tenha memória e consciência!

sexta-feira, 21 de março de 2014

MANIFESTO DOS ARTISTAS GAÚCHOS

O COLETIVO DE PROFISSIONAIS DAS ARTES CÊNICAS ATRAVÉS DO “CONVERSAS ABERTAS”, PROMOVIDO PELO SATED/RS (SINDICATO DOS ARTISTAS), VEM A PÚBLICO MANIFESTAR SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO À QUESTÃO CULTURAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

A cultura de um povo é sua identidade. É o que diz quem esse povo é, como pensa, age, fala, come, trabalha, nasce, cria vida, se diverte e faz arte.

O povo do Rio Grande do Sul que estufa o peito para falar de seus feitos passados, não luta pela valorização de sua arte, pelo seu direito à educação e à saúde através da cultura, que está sendo desmontada dia a dia pela falta de interesse em incentivar e apoiar a produção local.

A arte é um caminho para evolução do ser humano, tornando-o mais sensível para que ele aprenda a pensar e agir por SUAS ideias e conclusões.

É necessário que artistas e população tenham espaços democráticos, de fácil acesso e com infraestrutura adequada. É necessário que o público e os artistas levantem suas vozes para que as autoridades cumpram seu dever de servir ao povo.

A situação atual da Cultura no Estado é devastadora, não há políticas culturais efetivas e permanentes. O estado geral dos espaços públicos de cultura é uma afronta à população. Há muito a classe aceita uma condição indigna para poder fazer sua arte, mas agora levanta-se para exigir mudanças - precisamos de soluções reais e efetivas através de:

- políticas públicas eficazes e transparentes para a cultura e a arte;
- acesso real de grupos locais a TODOS os espaços culturais do Estado e Municípios;
- aprovação da PEC 150, pela Câmara Federal;
- manutenção adequada e permanente de espaços físicos e equipamentos públicos de cultura;
- abertura de vagas e concurso público e qualificação para técnicos em teatros públicos;
- aumento de financiamentos e editais públicos de fomento e pesquisa artística local;
- promoção da circulação de espetáculos regionais dentro do Estado e Municípios do RS.

Queremos fazer arte dignamente.

EXIGIMOS CONDIÇÕES DE TRABALHO.


Rio Grande do Sul, março de 2014.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CONTRAPARTIDA DA MEIA-ENTRADA.

Toda vez que um artista vai em busca de patrocínio, financiamento, etc, no projeto ele precisa oferecer uma contrapartida social entre outras. Difícil precisar quantos artistas de várias áreas atuam profissionalmente no Brasil, mas acredito não estar longe da verdade ao pensar que cerca de 90% produzem arte com recursos próprios, sem prêmios, incentivos, patrocínios e financiamentos – públicos ou privados.

Com essa moda de os políticos oferecerem "meia entrada" (não seria essa já uma outra modalidade de contrapartida social?) a torto e a direito, fazendo leis dispondo livremente do nosso trabalho, fazendo campanha e cumprimentando demagogicamente a população com o nosso chapéu  somos, LEGALMENTE OBRIGADOS a abrir mão da nossa remuneração. Sim, a maioria esmagadora da população não sabe que quando um estudante ou idoso paga meia está saindo do bolso do artista! que ainda assim paga TUDO em sua vida integralmente. Não apenas se paga tudo integralmente como também os profissionais que trabalham nas produções PRECISAM RECEBER e as diárias de ocupação dos teatros (públicos ou privados) são cada vez mais altas.

De outro lado, quando vamos assistir um filme, uma peça, comprar um livro, pagamos o ingresso integral, a livraria cobra o valor total do livro e por aí vai.
Em solidariedade, ALGUMAS produções oferecem 50% de desconto no ingresso ao colega profissional de artes cênicas, mas não são todas.

Pergunto-me por que não incluir nessas leis antes citadas também o desconto obrigatório ao artista? Em cada bilheteria, Brasil afora, a que chego sempre pergunto se há desconto para artista. A maioria não só nega como faz cara feia.
Ora, mas se justamente NÓS artistas somos os maiores prejudicados nessa politicagem toda, por que não fazer com que, compulsoriamente, toda bilheteria dê 50% de desconto ao artista devidamente registrado e com documento (com foto) comprobatório em mãos? Toda livraria dê 50% de desconto a artistas? E aí podemos sonhar e lutar por 50% de desconto em farmácias, médicos, hospitais (eu já conto com a boa vontade de contador e de um médico que recebem quando eu recebo cachês que demoram até um ano pra serem pagos), supermercados, energia elétrica, água, gás – por que não? Seria também forma de incentivar a profissionalização dos artistas, não?

Seria ótimo começar a reaver parte dessa baderna que virou a ‘contrapartida’ no Brasil. Se eu dou metade do meu ingresso de graça, poderia ganhar descontos proporcionais em serviços públicos, que tal?


Idéias pra fazer pensar.

terça-feira, 26 de março de 2013

Cansei?

Desisto. Foi o que finalmente pensei ontem. Cabeça cheia de questões pessoais ouço a mãe de professora estadual - que sofre todo tipo de problema para ensinar - dizer que ia fazer a sua parte: PARAR pra ver o jogo. Futebol. A senhora trabalha com esporte? Não. Acompanha campeonatos? Não, mas é o que mostram, né? Tem que torcer pro Brasil. É isso que querem: manter as pessoas na ignorância enquanto saúde e educação naufragam há tempos. Mas se eles me dizem pra torcer eu torço, educação e saúde é problema do governo que rouba. Eles quem? Não sei, mas tá na televisão.

é, cansei...

sábado, 7 de janeiro de 2012

A censura que ninguém te impôs


"Não fala mais isso que teu pai vai ser preso!"

A frase mais marcante de minha infância carregava em si todo medo que minha mãe sentia em tempos de ditadura militar no Brasil. A frase mais ouvida de minha infância me ensinou algo precioso: o valor da liberdade de expressão, a importância da luta pelo direito (ou dever?) de falar.

Já vejo o sorriso de muitos ao lerem isso, já que minha característica mais famosa é justamente a abundância no falar. Mas nem sempre fui assim. Tive meu tempo de observar e refletir. Foi só quando chamaram meus pais ao colégio pra perguntar se fazia terapia por não me comunicar verbalmente com os colegas e toda hora tinha alguém perturbando meu silêncio confortável, que mudei radicalmente. Percebi a importância de falar muito pra afastá-los do que eu realmente não queria falar... Complexo? Na verdade muito simples. Se falar bastante, as pessoas cansam e procuraram se afastar, deixando mais espaço pra sua leitura, sua música, seus pensamentos e tudo que a gente quer guardar pra si.

Mas o que se faz com tudo que se absorve?

Não escolhi a arte. Apenas não poderia ser diferente. Nao há maneira mais sublime de expressão. Ao ver aquelas cores, formas, músicas, pessoas interpretando animais ( Os Saltimbancos) em cima daquele palco eu sabia que não poderia amar outra coisa na vida. Não lembro que idade tinha. Apenas de minha mãe correndo com minha irmã e eu pela mão pelos corredores da Assembléia Legislativa pra chegar ao auditório e ver o que ela mesma tinha tanta vontade de sentir. Seus olhos brilhavam e aí entendi por que. Provavelmente por isso ouvir Feuerbach dizer pela boca de Lever (quem era quem?) "quanto se paga pra estar lá cima?(...) E paguei por isso toda minha vida" tenha me emocionado tanto. 

Não fui forte o bastante pra construir uma carreira de verdade.
Mas impossível estar longe.

E um dos motivos é justamente a possibilidade que o artista tem de usar sua sensibilidade pra falar o que toca a mente e coração das pessoas. Pra ajudar a pensar, a perceber o mundo, a humanidade. Ou simplesmente (?) levar alegria, riso.

É muito triste perceber artistas (?) perdendo sua capacidade de se indignar. Depois de tanta gente na história da humanidade ter perdido até mesmo a vida pelo direito de pensar e falar diferente do permitido, ver pessoas que têm a liberdade e os meios pra isso optarem por não fazê-lo é patético. O medo ainda existe. Porém é o medo de "o que as pessoas vão falar?", "Será que não vou me queimar?".

Bons tempos em que "se queimar" era ficar quieto.

Se o medo fosse por sua integridade física eu até entenderia. 
Mas eu teria vergonha de dizer não vou reclamar 
por medo de perder uma boquinha.


Onde erramos em não ensinar o valor de se lutar como qualquer trabalhador por respeito? 

Sim, por que nós que nascemos e crescemos sob a sombra da censura temos o dever de ensinar a importância de usar a liberdade para batalhar nossos direitos. Acima de tudo somos cidadãos trabalhadores e pagamos impostos e altos salários para aqueles que nos roubam, oprimem e dão gargalhadas na nossa cara!

Minaram aos poucos nossa capacidade de luta. De um lado o assistencialismo te acovardando, te acomodando. De outro trabalho árduo... A escolha confortável parece lógica.

Mas se obtivemos o direito legal de trabalhar, se batalhamos por mecanismos legais de incentivo e financiamento, NÃO TEMOS O DIREITO de fazer disso motivo pra parar de lutar e botar a boca no trombone, fazer barulho na hora de reinvindicar direitos e melhorias por medo de perder - em retaliação - o pouco adquirido. TEMOS O DEVER DE CRITICAR sim, pois o que temos não nos foi dado de mão beijada! TEMOS O DEVER DE IR PRA RUA GRITAR contra aqueles que colocados em posição de defender a arte fazem dela apenas pedestal temporário para seus egos.


Secretários de cultura e gestores de espaços públicos são nossos funcionários e não o contrário! Eles só estão ali por que existem artistas! 

Ainda que aos poucos tentem acabar com a necessidade de arte na vida o ser humano, não acabarão nunca com a necessidade lúdica de expressão do ser humano.
Ao ver notícias de manifestações ao redor do mundo é comum ouvirmos brasileiros elogiando, falando de como seria bom se acontecesse isso no Brasil. Mas vai convocar uma greve geral ou outra manifestação pra ver o que acontece...

O mais triste, repito é ver a classe supostamente mais politizada, num estado da federação que jura ser politicamente atuante se acovardando, se omitindo, reclamando à boca pequena em mesa de bar. É o mesmo cara que reclama da fila do banco mas não vai falar com o gerente sobre o dever de colocar mais pessoas nos caixas pra não estourar o tempo estipulado na Lei para atendimento.

"Se ninguém reclama é por que está tudo bem, né? " Claro, Marcelão, é EXATAMENTE isso.

Às vezes minha irritação é tão grande que tenho vontade de responder: ah, tá ruim? Por que não vai reclamar pra quem tem de direito e pára de encher meus ouvidos? E às vezes falo. E a pessoa faz o quê? Nada!

Cansei de ser a bruxa má, a histérica reclamona. Grito e sempre gritarei por mim. É muito fácil alguém gritar por ti enquanto tua bunda fica na cadeira, né?

...


Tá, vá lá. Ainda gritarei pelos outros. Só não sei até quando.

"Se eu parar, é por que terão me vencido".


A situação de muitas áreas no Estado do Rio Grande do Sul é de chorar.
A Cultura (ARTE) como sabemos, sempre é a mais prejudicada. Na calada de 2011, líderes de bancadas reunidos na AL/RS aprovaram um novo projeto de Lei, REVOGANDO conquistas de Lei de Incentivo da qual muita gente se beneficia. Entre outros assuntos, devido à urgência (poderá ser sancionada pelo governador dia 18 de janeiro) realizou-se uma reunião em Porto Alegre para definir ações no sentido de minimizar os efeitos devastadores desse PL ou até mesmo  buscar seu veto. Quantos profissionais usuários desse sistema de financiamento compareceram...?

Se escolhemos e endossamos entidades para nos representar, é NOSSO DEVER DAR SUPORTE a elas, cujo trabalho é observar, sentar e discutir. O nosso é fazer arte. Mas pra termos o direito de nos apresentarmos como trabalhadores da arte, precisamos não ter vergonha de agir como artistas: ver, ouvir, pensar e regurgitar isso SEM MEDO.

ACORDA, POVO! 

A culpa é nossa de os espaços públicos de cultura estarem completamente destruídos a ponto de serem fechados (com toda razão) por bombeiros e Ministério Público! Nós nos subtemos àquelas condições sem reclamar!

A culpa é nossa se a Secretaria da Fazenda se sente à vontade pra mudar Leis da área cultural a seu bel-prazer. Nós só olhamos pra nosso umbigo e paramos de olhar ao redor!

A culpa é nossa se as pessoas se sentem no direito de vir pedir ingresso gratuito ou abusar de Leis de meia-entrada. Não nos fazemos respeitar, aceitando cachês miseráveis, prazos de pagamento aburdos (às vezes anos), fazendo o trabalho de que outro colega deixou de fazer por amor-próprio. "Sempre tem alguém que faz".

A culpa é nossa se empresários usam o dinheiro de impostos apenas para "patrocinar"(faz-me rir) o que LHES interessa. Se o dinheiro é público, não poderia servir interesses privados, não é?

A culpa é nossa se o cidadão brasileiro não se apropria da sua arte e a respeita a ponto de se juntar a esta luta!


A culpa  é nossa por nunca exigirmos respeito!


Quem se importa precisa estar junto:
ATENÇÃO: essa é a hora! Dia 10-01-2012. FAC
60 PESSOAS MUDAM O RUMO DAS NEGOCIAÇÕES

Sessenta pessoas de diversas áreas do segmento cultural mudaram o rumo da negociação, sobre o PL 410/2011 e trouxeram para o foco da discussão o Fundo de Apoio à Cultura – FAC.
A Secretaria da Fazenda reafirmou o compromisso com a Cultura e assume a responsabilidade de não diminuir os valores de 28,5 milhões circ......ulantes na área.
Deste valor 18 milhões serão via Editais Públicos pelo FAC.
A concretização desta promessa só acontecerá se estivermos mobilizados na luta por nossos direitos.
Sua presença é indispensável, no dia 10 de janeiro, terça-feira, às 19 horas na CIA de ARTE, Andradas, 1780.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Descubra o projeto Belo Monte


Feche os olhos. Imagine o lugar onde você cresceu. Você vive na mesma cidade, campo, praia? Não? Mas gosta de onde vive? Imagine tudo isso completamente destruído de uma hora pra outra, não por obra de um desastre natural mas da ganância de gente que nunca sequer pôs os pés ali. Como você se sente? Imagine as pessoas que só sabem viver da pesca, do extrativismo regulado, de plantio específico, sendo mandadas embora com uns mijados debaixo do braço. Imagine - MESMO, FAÇA ESSE EXERCÍCIO - você nessa situação...E se dissessem: vamos inundar sua cidade, o lugar onde você vive e trabalha, cria sua família para vender "energia" aos outros? E se dissessem que a região que você conhece por toda a vida, com uma biodiversidade tão incrível que não conhecemos a maior dela dela, nem os benefícios que pode nos trazer se devidamente estudada, vai desaparecer e nela surgirá um lodaçal cuja extensão da destruição não pode ainda ser medida?

Pesquise, leia, compreenda, reflita e opine. Mas não demore muito. Enquanto você pensa, pessoas, animais, ecossistemas inteiros serão destruídos. Essas pessoas que hoje vivem sua cultura de centenas de anos em harmonia com a natureza, ficarão sem ter onde morar, não terão do que viver; mas não se preocupe, afinal, são ELES, e não você que vai morar na periferia de uma cidade qualquer, criando sua família com dinheiro de bicos - se conseguirem algum - no meio da poluição, tráfico de drogas e todos os problemas que sabemos existir nas cidades, depois de ter vivido toda sua vida em comunhão com a natureza, respeitando-a e dela tirando seu sustento.
Há mais de 20 anos sugestões são feitas como alternativa para a suposta demanda de energia. Mas quem se interessa? Vamos ao meio mais fácil, não é mesmo...?
O problema de pensar e agir pensando "não é meu problema", é que um dia SERÁ, e ninguém vai dar bola pro SEU problema...
E os deslizamentos e enchentes causados pela ocupação e construções desordenadas causadas pelo "homem civilizado" continuarão a encher jornais e televisões pedindo doações e ajuda; mas não se preocupe, afinal NÃO É SEU PROBLEMA, não é mesmo...? Sua consciência fica tranquila doando uma cesta básica e chorando em frente a televisão que logo depois mostra a grave crise no Egito. Isso tudo o distancia cada vez mais do que é ser SER HUMANO no seu país e você nem se dá conta, afinal, o entregador trouxe a pizza que tá na mesa e você tem a banda larga mais rápida da praça! Pelo menos tenha coragem de dizer que não se interessa por nada disso.
Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você. CALAR É CONSENTIR.
ASSINE: http://tinyurl.com/y896rfv


Saiba mais sobre Belo Monte http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E e http://www.youtube.com/watch?v=JcCpFBro-Lc
e vídeos relacionados, até mesmo os do Palácio do Planalto. Mas não fique pateticamente sentado.

Nas fotos que ilustram meu modesto texto, são meus sobrinhos, brincando no "quintal de casa".


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Política ou politicagem

Todo ano de eleição são levantadas questões que há muito estão na legislação brasileira como se fossem "culpa" de determinado governo. Na verdade não se diz, mas como só ganham a luz dos holofotes nessa época ou os 'escaninhos' dos e-mails apócrifos enviados em massa pra desavisados que os repassam com todo seu lixo eletrônico, pouco se reflete sobre isso; como A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA, o objetivo foi atingido. Levantar dúvidas, sacudir, incomodar.
Hoje, pela enésima vez recebi o e-mail falando sobre o benefício do auxílio-reclusão.

Isto posto, me dei ao trabalho - meses atrás - de entrar no site da previdência, pesquisar a data da lei e os critérios. Esta Lei é antiga, o projeto existia bem antes do atual governo ser governo e foi aprovada, como tudo no Brasil por um congresso eleito por nós. As datas recentes relacionadas a ela (2008, 2009) referem-se aos valores, ajustes na forma e 'detalhes' posteriores.
Se não olhamos em quem votamos, se não entramos no site do congresso pra acompanhar os projetos de Lei e as pautas de votação, como queremos reclamar quando determinada parte da população luta e consegue fazer Leis que beneficiam determinados setores da desta mesma população?
Escrevi um texto que procurei agora e não achei, onde mais profundamente eu refletia sobre este benefício que é divulgado AGORA como um desmando caído do céu em que afirmava o seguinte:
segundo a Lei, esse benefício é concedido às famílias daqueles que estão em situação de presidiário mas, ASSIM COMO QUALQUER OUTRO CONTRIBUINTE REGULAR DA PREVIDÊNCIA COM X CONTRIBUIÇÕES MÍNIMAS e atenda todos os critérios de quem sofre um acidente, por exemplo, tem o direito de que, ENQUANTO estiver preso, SUA FAMíLIA receba um auxílio para para que possa sobreviver minimamente. Sempre cito um exemplo fictício do cara que se meteu numa briga , esfaqueou outro, foi preso por X tempo. Se ele estava com a previdência em dia, por que sua família deveria ser penalizada junto com ele? Se fez suas contribuições previdenciárias e se encaixa nos critérios da previdência pra ter direito ao benefício, quem somos nós pra negar-lhe isso?
O que é mais fácil, entregar um direito a um cidadão (repito, que atende aos critérios da previdência)pra, pelo menos, dar comida à família como se ele estivesse doente ou, além de albergá-lo num sistema carcerário deficiente e criminalizante ainda joguemos uma família na rua por falta de pagamento do aluguel ou as crianças presas num quarto enquanto a mãe vai fazer faxina na casa de alguém?

A questão toda não é muito mais de educação, geração e distribuição igualitária de renda do que uma Lei que tenta tapar mais um buraco de mazelas que fingimos não ver neste país tão desigual?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Eu fui, nas disputas eleitorais até a primeira eleição de "Lula", uma das pessoas que realmente acreditaram que algo mudaria. Ainda lembro dos momentos, das pessoas nas ruas, do que diziam meus amigos. É tão triste ver uma esperança cair por terra tão vergonhosamente. Sempre lembro da seguinte frase que um dia me escapou, baseada em fatos que tinha vivido: "se quer conhecer uma pessoa, dê-lhe poder" e eu acrescentei poder, "dinheiro ou vitória".
Por isso repasso esta carta, ainda que possa discordar de um ou outro ponto...Mas isso são detalhes.
Silvana
ADENDO: não posto por JULGAR nada, mas porque, apesar dos erros da carta que não foi revisada, de fatos antigos citados, me identifiquei com a "porralouquice" de gritar quando se está cansado.


Carta do Presidente do CREA (Ceará) ao Presidente Lula


NOTA DO AUTOR:

Pode divulgar o que eu escrevi na íntegra, não precisa cortar nada não. Eu nunca falo ou escrevo nada em segredo. Num pais de covardes como este, o único medo que eu tenho é de viver muito mais do que já vivi. Abaixo o e-mail que eu mandei para o "presidente" Lula, com cópia para todos os senadores e deputados federais, revistas, jornais e para todos os da minha lista.
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Um abraço, Otacílio M. Guimarães
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===> A CARTA:


Sr. Luis Inácio Lula da Silva:

Causa indignação a qualquer cidadão medianamente esclarecido ouvir ou ler a asneira abaixo, pronunciada por uma pessoa semi-analfabeta, despreparada, sem nenhuma ética, que 52 milhões de abobalhados colocaram na presidência da república do Brasil.
*Esclarecendo: asneira vem de asno ou burro.
*O senhor passou a sua vida toda, juntamente com o seu partido (?!?!?!), mentindo para um povo até conseguir conquistar as consciências de 52 milhões de incautos que não sabem distinguir óleo de água e, agora, depois de ter implantado no Brasil o maior esquema de corrupção jamais visto no mundo, ainda vem dar uma de o mais honesto do país com essa afirmação desproposital, descabida e desrespeitosa.
Pois eu lhe digo, senhor Luis Inácio: eu sou um brasileiro de 62 anos de idade, não sou analfabeto, meus pais não eram analfabetos, eu recebi uma educação doméstica, moral e formal para dizer ao senhor, o seguinte: me respeite! Respeite o meu país! Respeite as pessoas que estão indignadas com a sua desfaçatez!Se o senhor acha que o único repositório da ética e da moral deste país é o senhor, pois fique sabendo que eu quero discutir com o senhor sobre ética e moral, cara a cara, olho no olho.
Eu quero que o senhor me explique como é que Delúbio Soares e Sílvio Pereira armaram o esquema criminoso que resultou neste mar de lama que emporcalha a história do Brasil sem que o senhor, o José Genuíno e o José Dirceu soubessem de nada.
Eu quero que o senhor me explique, cara a cara, olho no olho, porque Celso Daniel, prefeito de Santo André, foi assassinado friamente e o seu governo agiu no sentido de paralisar as investigações.
Será que o senhor sabe o que significa obstrução da justiça? Pois foi isto o que o senhor fez, obstruiu a justiça. Se o Brasil fosse um pais sério, o senhor já estaria na cadeia só por isto.
Eu quero que o senhor me explique porque mandou a prefeita de São José dos Campos, Ângela Guadagnin, exonerar o secretário de finanças Paulo de Tarso Venceslau só porque este, que também fora secretário de finanças da Prefeitura de Campinas, descobriu um esquema de desvio de dinheiro público operado pela CPEM, que somente em 1992 desviou 10,5 milhões de dólares da prefeitura de São José dos Campos, sem falar nas outras três onde o esquema funcionava (Campinas, Piracicaba e Ribeirão Preto, esta última tendo como prefeito Antônio Palocci, ex-ministro da fazenda), dinheiro esse que se destinava a alimentar o caixa 2 do PT.
Nesse esquema o Paulo Okamoto, que não detinha cargo público e era apenas militante do PT, fazia o papel que o Sílvio Pereira fez até ser desmascarado recentemente.

Note-se que estes fatos ocorreram há 12/13 anos atrás. Não é de hoje, portanto, que o PT se utiliza desses esquemas criminosos para suprir o seu caixa 2 e aumentar o patrimônio de seus integrantes. Inclusive o seu e do seu filho, o Lulinha, que recentemente recebeu da Telemar cinco milhões e duzentos mil reais como investimento numa empresa que eu não pagaria um centavo por ela.
A troco de quê, senhor Lula, a Telemar deu essa dinheirama toda ao seu filho?
O senhor e seus asseclas vivem dizendo que tudo é culpa das elites brasileiras. Para mim, as elites que jogaram o PT e o governo Lula na lama têm nomes: José Dirceu, Sílvio Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério e os que estão acima destes que o senhor tão bem conhece e eu não preciso citar. Como tem nome a sua Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff – ex-guerrilheira; ex-terrorista; ex-assaltante de 4 bancos; ex-assaltante de residências, ex-tudo de ruim. O senhor é o chefe de todos eles. É o campeão mundial da "maracutaia" (palavra que tanto usou no passado para ofender, impunemente, seus adversários políticos).
Pois eu lhe digo, senhor Lula: neste país nasceu antes do senhor um homem em condições de discutir com o senhor, cara a cara, olho no olho, sobre ética e muitos outros atributos que o senhor não possui, como por exemplo, capacidade administrativa, discernimento, iniciativa e coragem de tomar decisões.
E digo mais: que eu não estou sozinho, pois o Brasil tem milhões de homens e mulheres que têm condições de discutir com o senhor sobre ética e moral e dar aulas destas matérias, se é que iria entender.
Quer me parecer que o senhor não entende o verdadeiro significado das palavras ética e moral, talvez seja este o caso, já que nunca estudou e se gaba de ter nascido de país analfabetos.
Na verdade, quem se gaba de ter nascido de país analfabetos e de ter pouco estudo não tem o direito de ofender todo um povo arvorando-se no único repositório da ética e da moral. Isto já é coisa de doente mental como aconteceu com Hitler, Stalin, Lumumba, Pol Pot, Mao, Fidel, Pinochet, Idi Amin, Sadan e tantos outros ditadores, responsáveis por milhões de assassinatos de inocentes.
*Senhor Lula, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão ignorantes ou mal intensionadas quanto o senhor*. Mas eu devo lhe dizer que os homens e mulheres de bem deste país já estão cheios das asneiras que o senhor fala e faz e com suas bravatas, com a sua incapacidade sobejamente demonstrada em governar o país e com o fato de estar se esquivando de suas responsabilidades nos desmandos praticados pela cúpula dirigente do PT querendo nos fazer crer que Sílvio Pereira e Delúbio Soares agiram sozinhos. Não creio que Sílvio Pereira e Delúbio Soares sejam tão burros
assim. Só um idiota acreditaria nisso.E digo-lhe mais uma coisa: pare de subestimar nossa inteligência, pare de ofender os brasileiros, principalmente aqueles que acreditaram em suas mentiras e suas falácias e lhe colocaram onde está hoje.

Está na hora do senhor devolver estes votos juntamente com um pedido de desculpas tomando a decisão de renunciar ao cargo para o qual o senhor nunca esteve preparado para exercer.A seguir trecho do discurso proferido ontem pelo senhor, p
residente Lula, para uma platéia de petroleiros da REDUC, Duque de Caxias, e que ofende pelo menos aqueles que possuem ética e dignidade neste país, o que não é o seu caso.

"Neste país está para nascer alguém que venha querer discutir ética comigo.
Eu digo sempre o seguinte: sou filho de pai e mãe analfabetos.
E o único legado que eles deixaram, não apenas para mim, mas para toda a família, é que andar de cabeça erguida é a coisa mais importante que pode acontecer para um homem ou uma mulher. E eu conquistei o direito de andar de cabeça erguida neste país com muito sacrifício. E não vai ser a elite brasileira que vai fazer eu baixar a cabeça".
Estou pronto para discutir com o senhor sobre ética e outros assuntos a qualquer momento que o senhor escolher. Isto se o senhor tiver coragem, porque sempre foge covardemente do debate com a imprensa e com pessoas inteligentes, pois não tem a hombridade de responder ou enfrentar.*
A maioria do povo brasileiro está de saco cheio com o senhor e com o seu PT - PARTIDO dos TRAMBIQUEIROS, cambada de assaltantes que ocupam postos chaves de nossa nação, mas vai chegar a hora de prestarem contas das falcatruas que enche seus bolsos dia e noite*. E não vão adiantar operações plásticas e outros artifícios, fugir para outros países, pois o mundo hoje está muito menor do que já foi no passado e sua figura burlesca já é bem conhecida lá fora.
*Estarei aberto para debater estes e outros assuntos em público, em dia, hora e local que bem lhe aprouver, com a presença da imprensa ainda não comprometida. Considere-se desafiado a partir deste momento.*
Otacílio M. Guimarães - Presidente do CREA (Ceará) Se você é dos que têm moral, ética e vergonha na cara, divulgue esta carta, porque o Brasil merece, assim como seus descendentes que estão aí ou virão.

domingo, 23 de agosto de 2009

A clareza de Boal.

Todo teatro é necessariamente político, porque políticas são todas as atividades do homem, e o teatro é uma delas. Os que pretendem separar o teatro da política, pretendem conduzir-nos ao erro – e esta é uma atitude política. Teatro é uma arma muito eficiente. Por isso, é necessário lutar por ele. Por isso, as classes dominantes permanentemente tentam apropriar-se do teatro e utilizá-lo como instrumento de dominação. Ao fazê-lo, modificam o próprio conceito de que seja o “teatro”. Mas o teatro pode igualmente ser uma arma de liberação. Para isso é necessário criar as formas teatrais correspondentes. É necessário transformar. (Augusto Boal) – Trecho do livro Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas - Explicação