Esta semana me perguntaram se eu achava que o trânsito estava apto a receber bicicletas na rua. Respondi que não. A meu ver, os mais sem educação no trânsito são pedestres e ciclistas. Mas isso por que, ao contrário da maioria dos condutores que realmente estudam e fazem testes pra ter sua carteira de habilitação, aqueles não passam por esta 'prepração'. Neste mesmo período percebi que motoristas (ônibus, carros e motocicletas) estão mais pacientes e eu mesma, fui atrás de legislação pertinente.
Sempre dou preferência a usar as ruas pra andar, mas confesso que muitas vezes ando na calçada ou trechos de ruas mais vazias na contramão pra poupar a subida difícil ou chegar no local que preciso sem ter que dar grandes voltas debaixo do sol. Usando as ruas, as regras de aplicam como quando estou dirigindo um carro. Salvo pelo fato de que a sinalização é feita com braços por não ter na bicicleta pública sinaleiras ou retrovisores. E ando sempre na direita, mesmo quando a convergência será para esquerda. E parece estar dando certo.
Mas, pra acabar com minhas dúvidas e fazer tudo certinho e, pra não ter que comprar um novo código de trânsito me aventurei a pesquisar na internet e encontrei neste link bem explicadinho como agir no trânsito enquanto ciclista e, em alguns casos, como pedestre.
Por exemplo: ciclista dentro e fora da ciclovia que não segue a sinalização específica affff, me incomoda muito. O mais incrível é que são os mais paramentados com bicicleta cara, equipamentos de proteção e o escambau. Como quer ser respeitado??
Quem dera também houvesse mais educação sobre o trânsito para pedestres, do jeitinho que a Fundação Thiago Gonzaga faz com o Vida Urgente no RS e também a pedido do governo do Espírito Santo naquele estado.
Por exemplo: pedestre não pode andar na ciclovia - e ainda com cachorrinho fazendo suas necessidades fisiológicas como vi hoje não, né?
Aqui ciclovias existentes e previsão de implementação de novas em Porto Alegre.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Bicicleta em Porto Alegre
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Professores e Educadores.
Marcas de Batom...
MARCAS DE BATOM NO BANHEIRO
Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12
anos + - que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom... Um dia o diretor juntou o bando de meninas, no banheiro, e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte, as marcas de batom no banheiro reapareceram... No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador, no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas de batom no espelho!
Moral da história: Há professores e há educadores...
Comunicar é sempre um desafio!
Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.
Por quê?
•Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade. •Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência. •Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença. •Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade. "O saber a gente aprende com os mestres e os livros.
A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes"
|
terça-feira, 26 de março de 2013
Cansei?
Desisto. Foi o que finalmente pensei ontem. Cabeça cheia de questões pessoais ouço a mãe de professora estadual - que sofre todo tipo de problema para ensinar - dizer que ia fazer a sua parte: PARAR pra ver o jogo. Futebol. A senhora trabalha com esporte? Não. Acompanha campeonatos? Não, mas é o que mostram, né? Tem que torcer pro Brasil. É isso que querem: manter as pessoas na ignorância enquanto saúde e educação naufragam há tempos. Mas se eles me dizem pra torcer eu torço, educação e saúde é problema do governo que rouba. Eles quem? Não sei, mas tá na televisão.
é, cansei...
é, cansei...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A 'sutileza' do cartum de Quino
|
sábado, 9 de julho de 2011
Ele não é o único. Mas pode ser o último...
É lamentavel , mas infelizmente é verdade...
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância
do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.*
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão
recuar...
*Não temos mais tempo a perder.*
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos
funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe...
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer... E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não
teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280
empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas.
Mas infelizmente não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo.Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!... Não tem jeito...
Silvino Geremia
*"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão
tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama..."*
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância
do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.*
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão
recuar...
*Não temos mais tempo a perder.*
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos
funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe...
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer... E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não
teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280
empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas.
Mas infelizmente não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo.Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!... Não tem jeito...
Silvino Geremia
*"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão
tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama..."*
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terça-feira, 15 de março de 2011
“A Vergonha”
Prefiro postar como autor desconhecido, por absoluta incapacidade de verificar autoria.
E sobre o Bial me atrevo a comentar: todos temos um preço.
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço… A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,… encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
E sobre o Bial me atrevo a comentar: todos temos um preço.
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço… A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,… encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… Todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais O BBB é a realidade em busca do IBOPE…
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB.
Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!
Estas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins.. , telefonar para um amigo… , visitar os avós.. , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Sabem tudo de geografia
Muitas pessoas podem nem perceber o quanto o ensino - nem sempre o aprendizado - da geografia está presente em suas vidas. Por que a matéria de colégio está longe de ser apenas o estudo da divisão de países e os nomes de suas capitais, mas engloba o estudo da formação de blocos econômicos, condições climáticas*, relevo, condições humanas de desenvolvimento, condições migratórias, meio ambiente (hidrografia, relevo, condições agrícolas). Do mais profundo ponto do mar atá onde a vista alcança.
(Sabe o que significa a sigla IBGE? instituto Brasileiro de GEOGRAFIA e estatística)
A geografia está presente no estudo da previsão do tempo, que você procura quando vai viajar ou escolher uma roupa pela manhã. Na hora de comprar um imóvel você pensa em sua localização, 'posição solar' ou na hora de escolher o lugar onde vai passar as férias (seja pela beleza natural ou pelo clima da época); isto posto, prossigo.
Vinha agora caminhando pela Av. Paulista, sob chuva fina* e foi impossível não ouvir a conversa de dois rapazes 'colados' atrás de mim.
(...)
- E pra onde você vai?
- Florianópolis.
- Mas lá não é frio? (!)
- Não, lá não chove quase nunca (grifos meus). Frio faz no Rio Grande do Sul, que é fora da ilha de Florianópolis. (oi? outro aparte meu)
Me perdi no meio de tantas confusões... Esse nem notícias acompanha, ou acha que enchentes brotam da terra.
Se eu não andasse tão calma tinha me virado e corrigido os dois. Mas ando cansada. E não posso corrigir anos de mal-aproveitamento-deles-na-escola.
Lembrei de uma colega, há quase um ano. Quatro pessoas ao redor de uma mesa de produção. Recebo, por volta de 20h45 uma mensagem via SMS que falava no pôr-do-sol de Porto Alegre naquele momento. Detalhe: horário de verão.
E uma colega faz uma cara sabichona e de estranhamento: COMO ASSIM? JÁ É NOITE FAZ TEMPO!
Me limitei a responder: AQUI.
Mas a pior mesmo foi ter contato isso numa mesa de engenheiros e enquanto umas pessoas sorriam, outra ficou quieta, pensando no assunto. E arriscou perguntar: como assim?
Os outros responderam: onde você estava nas aulas de arquitetura da faculdade, onde se ensina sobre isso?
É, nem precisava voltar aos tempos de colégio...
Fico lembrando do esforço dos meus professores pra que tudo que estavam ensinando fizessem algum sentido em algum momento da minha vida adulta.
sugestões: http://www.sogeografia.com.br e http://www.ibge.gov.br
(Sabe o que significa a sigla IBGE? instituto Brasileiro de GEOGRAFIA e estatística)
A geografia está presente no estudo da previsão do tempo, que você procura quando vai viajar ou escolher uma roupa pela manhã. Na hora de comprar um imóvel você pensa em sua localização, 'posição solar' ou na hora de escolher o lugar onde vai passar as férias (seja pela beleza natural ou pelo clima da época); isto posto, prossigo.
Vinha agora caminhando pela Av. Paulista, sob chuva fina* e foi impossível não ouvir a conversa de dois rapazes 'colados' atrás de mim.
(...)
- E pra onde você vai?
- Florianópolis.
- Mas lá não é frio? (!)
- Não, lá não chove quase nunca (grifos meus). Frio faz no Rio Grande do Sul, que é fora da ilha de Florianópolis. (oi? outro aparte meu)
Me perdi no meio de tantas confusões... Esse nem notícias acompanha, ou acha que enchentes brotam da terra.
Se eu não andasse tão calma tinha me virado e corrigido os dois. Mas ando cansada. E não posso corrigir anos de mal-aproveitamento-deles-na-escola.
Lembrei de uma colega, há quase um ano. Quatro pessoas ao redor de uma mesa de produção. Recebo, por volta de 20h45 uma mensagem via SMS que falava no pôr-do-sol de Porto Alegre naquele momento. Detalhe: horário de verão.
E uma colega faz uma cara sabichona e de estranhamento: COMO ASSIM? JÁ É NOITE FAZ TEMPO!
Me limitei a responder: AQUI.
Mas a pior mesmo foi ter contato isso numa mesa de engenheiros e enquanto umas pessoas sorriam, outra ficou quieta, pensando no assunto. E arriscou perguntar: como assim?
Os outros responderam: onde você estava nas aulas de arquitetura da faculdade, onde se ensina sobre isso?
É, nem precisava voltar aos tempos de colégio...
Fico lembrando do esforço dos meus professores pra que tudo que estavam ensinando fizessem algum sentido em algum momento da minha vida adulta.
sugestões: http://www.sogeografia.com.br e http://www.ibge.gov.br
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Puxando a brasa pra minha sardinha - paciência esgotada!
Pediram-me pra ajudar os sem-teto. Pediram-me pra ajudar aqueles que sofrem com as secas. Depois os das enchentes, tsunamis, HVI+, terremotos, garotos no semáforo. Meu telefone toca à tarde, em geral é uma ONG pedindo colaboração MENSAL. No meu jornal vem encartado um DOC para doação a outra ONG. Cada pedido vem carregado de emoção e de uma certeza: a vida é dura. Mas é dura pra todos. A meu modo, colaboro com trabalho voluntário e quando possível, com doações.
Assim como qualquer outro prestador de serviço ou profissional liberal, invisto na minha formação e tenho que investir se quiser divulgar e apresentar/vender meu trabalho. Como o açougueiro paga pelo ponto e paga os fornecedores, como o médico investe em estudos e monta consultório, todos pagamos também IMPOSTOS.
A diferença entre nós é que ninguém ousa dizer ao açougueiro ou ao médico pra dar, compulsoriamente, 50% de desconto do próprio bolso para idosos, estudantes, professores e o que mais inventarem na próxima semana sem qualquer contra-partida. Até mesmo os "patrocinadores" (leia-se investidores privados com dinheiro público) têm retorno institucional.
Minha vontade é de criar um ato de desobediência civil, algo que lembre à população que sou tão povo quanto estes todos e fazer ver que este tipo de lei foi criada pra beneficiar institucionalmente determinado governo, usando novamente, 'chapéu alheio'. (Quem sabe me negar a dar o desconto? ¬¬). É justamente pra tapar o sol com a peneira, já que ele mesmo nada faz pra aumentar os investimentos públicos na principal fonte de crescimento de uma nação: sua educação. Caso não tenham percebido, arte faz parte de nosso crescimento como seres pensantes - como se isso fosse do interesse geral.
Ao criar mecanismos como este, que aparentemente beneficiam parte da população, está, na verdade, empurrando a responsabilidade pra outro segmento da população que, em sua maioria tem ainda tanto quanto ou menos recursos que os beneficiados. Ou alguém supõe que mesmo os grandes nomes da cultura brasileira são todos milionários e que recursos privados de patrocínio (repito: na verdade públicos, via leis de incentivo) batem todo dia à porta deles?
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando? NÃO! Estar com pouco trabalho ou sem dinheiro não justifica violência. Mas eu podia ter feito um concurso público como queria minha mãe e estar inchando a máquina estatal. Minhas escolhas, dirão alguns. SIM. Justamente por isso eu nunca pedi nada 'de bandeja'. Pra manter 'meu vício' trabalho em eventos, faço assistência de produção em fotografia, publicidade, faço bilheteria e, se precisar, distribuo folhetos.
Mas hoje ao percorrer juntamente com outros trabalhadores, de ônibus e sob sol forte, temporal e novamente sol forte, das 13 às 20h por metade da cidade de São Paulo pra ir a dois testes e ainda ser assediada por mais pedidos de ajuda, resolvi pedir.
PEÇO, ENCARECIDAMENTE, QUE AS ANTES TÃO ATUANTES REPRESENTAÇÕES ESTUDANTIS PAREM DE VENDER CARTEIRINHAS PARA QUE NÃO-ESTUDANTES ABUSEM DESTE BENEFÍCIO CONCEDIDO POR MIM que pago integralmente DIÁRIA de 200 a 1000 reais para apresentar uma peça em um teatro, mais operação de som e luz, direitos autorais, equipe técnica, construção de cenário, espaço de ensaios, locação de equipamento, material gráfico, trilha sonora, etc.
PEÇO, ENCARECIDAMENTE, QUE OS ESTUDANTES QUE VIVEM DE POLPUDA MESADA E OS IDOSOS QUE VIVEM DE APOSENTADORIAS ASTRONÔMICAS tenham a decência de não pedir 50% de desconto em ingressos de R$ 5,00, R$ 10,00 e (por que não?) R$ 20,00. Já que os primeiros gastarão 200 reais - ou mais! - numa 'balada' mais tarde e os demais podem pagar caros restaurantes (que não dão 50% de desconto a ninguém!) ou tratamentos médicos no exterior, eles poderiam seguramente, permitir que os verdadeiros estudantes com baixa renda e os idosos com aposentadorias de fome sejam beneficiados pela obrigatoriedade empurrada goela abaixo de uma classe que só agora conseguiu o direito de ser encaixada no SIMPLES.
Até então servimos pra subir em palanque - alguns o fazem por ideologia, pasmem!*, servimos pra o governo aparecer POR QUE CRIOU A LEI DA MEIA-ENTRADA, servimos pra pagar até 32,5% de impostos sobre serviços prestados como artistas.
E depois de pagar meu supermercado, energia elétrica, água, condomínio, IPTU, plano de saúde, estudos, telefone, transporte, gás, contador - com a metade do que esperava ganhar, ainda tem gente que vem me pedir pra ajudar?
Desculpa gente, eu não sou ONG. Eu pago impostos supostamente pra serem usados nisso!
Me peçam pra ajudar a carregar peso, mas não me peçam mais dinheiro. Pela primeira vez em mais de 3 anos, consegui ficar acima do limite do cheque especial.
Não peçam pro açougueiro também não. Ele dá duro muitas horas como todos nós, trabalhadores, indivíduos e POVO.
E no final do ano, ainda te pedem caixinhas...
*Pra quem não entendeu, fui irônica. E sou atriz, eventualmente produtora.
OLHEM ISSO, QUE MARAVILHA!!
http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0
BOTANDO LENHA NA FOGUEIRA:
http://www.youtube.com/watch?v=R7S_ZP-XUT8
http://www.youtube.com/watch?v=p9IVocrIeYw
Assim como qualquer outro prestador de serviço ou profissional liberal, invisto na minha formação e tenho que investir se quiser divulgar e apresentar/vender meu trabalho. Como o açougueiro paga pelo ponto e paga os fornecedores, como o médico investe em estudos e monta consultório, todos pagamos também IMPOSTOS.
A diferença entre nós é que ninguém ousa dizer ao açougueiro ou ao médico pra dar, compulsoriamente, 50% de desconto do próprio bolso para idosos, estudantes, professores e o que mais inventarem na próxima semana sem qualquer contra-partida. Até mesmo os "patrocinadores" (leia-se investidores privados com dinheiro público) têm retorno institucional.
Minha vontade é de criar um ato de desobediência civil, algo que lembre à população que sou tão povo quanto estes todos e fazer ver que este tipo de lei foi criada pra beneficiar institucionalmente determinado governo, usando novamente, 'chapéu alheio'. (Quem sabe me negar a dar o desconto? ¬¬). É justamente pra tapar o sol com a peneira, já que ele mesmo nada faz pra aumentar os investimentos públicos na principal fonte de crescimento de uma nação: sua educação. Caso não tenham percebido, arte faz parte de nosso crescimento como seres pensantes - como se isso fosse do interesse geral.
Ao criar mecanismos como este, que aparentemente beneficiam parte da população, está, na verdade, empurrando a responsabilidade pra outro segmento da população que, em sua maioria tem ainda tanto quanto ou menos recursos que os beneficiados. Ou alguém supõe que mesmo os grandes nomes da cultura brasileira são todos milionários e que recursos privados de patrocínio (repito: na verdade públicos, via leis de incentivo) batem todo dia à porta deles?
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando? NÃO! Estar com pouco trabalho ou sem dinheiro não justifica violência. Mas eu podia ter feito um concurso público como queria minha mãe e estar inchando a máquina estatal. Minhas escolhas, dirão alguns. SIM. Justamente por isso eu nunca pedi nada 'de bandeja'. Pra manter 'meu vício' trabalho em eventos, faço assistência de produção em fotografia, publicidade, faço bilheteria e, se precisar, distribuo folhetos.
Mas hoje ao percorrer juntamente com outros trabalhadores, de ônibus e sob sol forte, temporal e novamente sol forte, das 13 às 20h por metade da cidade de São Paulo pra ir a dois testes e ainda ser assediada por mais pedidos de ajuda, resolvi pedir.
PEÇO, ENCARECIDAMENTE, QUE AS ANTES TÃO ATUANTES REPRESENTAÇÕES ESTUDANTIS PAREM DE VENDER CARTEIRINHAS PARA QUE NÃO-ESTUDANTES ABUSEM DESTE BENEFÍCIO CONCEDIDO POR MIM que pago integralmente DIÁRIA de 200 a 1000 reais para apresentar uma peça em um teatro, mais operação de som e luz, direitos autorais, equipe técnica, construção de cenário, espaço de ensaios, locação de equipamento, material gráfico, trilha sonora, etc.
PEÇO, ENCARECIDAMENTE, QUE OS ESTUDANTES QUE VIVEM DE POLPUDA MESADA E OS IDOSOS QUE VIVEM DE APOSENTADORIAS ASTRONÔMICAS tenham a decência de não pedir 50% de desconto em ingressos de R$ 5,00, R$ 10,00 e (por que não?) R$ 20,00. Já que os primeiros gastarão 200 reais - ou mais! - numa 'balada' mais tarde e os demais podem pagar caros restaurantes (que não dão 50% de desconto a ninguém!) ou tratamentos médicos no exterior, eles poderiam seguramente, permitir que os verdadeiros estudantes com baixa renda e os idosos com aposentadorias de fome sejam beneficiados pela obrigatoriedade empurrada goela abaixo de uma classe que só agora conseguiu o direito de ser encaixada no SIMPLES.
Até então servimos pra subir em palanque - alguns o fazem por ideologia, pasmem!*, servimos pra o governo aparecer POR QUE CRIOU A LEI DA MEIA-ENTRADA, servimos pra pagar até 32,5% de impostos sobre serviços prestados como artistas.
E depois de pagar meu supermercado, energia elétrica, água, condomínio, IPTU, plano de saúde, estudos, telefone, transporte, gás, contador - com a metade do que esperava ganhar, ainda tem gente que vem me pedir pra ajudar?
Desculpa gente, eu não sou ONG. Eu pago impostos supostamente pra serem usados nisso!
Me peçam pra ajudar a carregar peso, mas não me peçam mais dinheiro. Pela primeira vez em mais de 3 anos, consegui ficar acima do limite do cheque especial.
Não peçam pro açougueiro também não. Ele dá duro muitas horas como todos nós, trabalhadores, indivíduos e POVO.
E no final do ano, ainda te pedem caixinhas...
*Pra quem não entendeu, fui irônica. E sou atriz, eventualmente produtora.
OLHEM ISSO, QUE MARAVILHA!!
http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0
BOTANDO LENHA NA FOGUEIRA:
http://www.youtube.com/watch?v=R7S_ZP-XUT8
http://www.youtube.com/watch?v=p9IVocrIeYw
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Lugar de lixo é na lixeira, certo?

Você já sentiu uma coisinha dessas passeando no seu corpo? A simples idéia deste inseto já remete a algo nojento, sujo. Pelo fato de, com o advento das cidades, o habitat natural destes insetos ser agora próximo a esgotos, frestas e rachaduras, eles são associados a tudo que é sujeira, bactérias, etc.
Quando se fala em lixo, as pessoas não pensam em jogar sugeira no meio da sala de casa, mas muitas não hesitam em jogar lixo na rua a qualquer momento e são estas as primeiras a reclamar quando questões como bueiros entupidos afetam suas vidas. Como o caso da localidade onde um senhor que perdeu tudo por causa da cheia do rio próximo onde construiu sua casa: "é, a gente joga lixo no rio mesmo". Bem, não dá pra fazer manifestação, fechar rua com montanhas de lixo, exigir uma providência das autoridades pra ampliar a coleta? Sempre se vai pela via mais fácil, do comodismo.
Hoje vivi a primeira situação, causada pela segunda. Entrei no ônibus na Paulista, sentei num banco junto a uma janela e em menos de 1 minuto senti algo no meu braço. Uma barata pequena - não mais que 1,5cm de comprimento subia na direção da axila. Claro que num movimento reflexo tirei rápido o inseto dali. Olhei do meu lado e entre o banco e a parede do carro havia uma quantidade absurda de papéis de bala e guardanapos com resíduos de comida. Detalhe: apenas no meu ângulo de visão havia DUAS lixeiras. Uma delas cerca de 15cm a frente dos meus joelhos. Alguns segundos depois, outra maior subia pela minha perna e foi rapidamente jogada longe, claro.
Naturalmente desisti do assento, fiz o restante da viagem em pé e avisava a todos que iam sentar ali o que havia ocorrido.
Quando vão aprender que não é apenas uma questão de educação, mas uma questão sanitária jogar O LIXO NO LIXO? LÓGICO que estas pessoas não fazem isso em casa - espero! - mas por que razão o fazem então na rua, que é compartilhada com todo o restante da população?
COM QUE CARA VAI RECLAMAR DA PREFEITURA, SE É JUSTAMENTE QUEM ENTUPIU O BUEIRO??
Assim, só dizendo um palavrão: POOOOOOMBAS!!!
http://www.cidadedemocratica.org.br/topico/9-jogar-lixo-no-chao-e-falta-de-cultura
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
DESeducação
Ainda ontem à noite, uma amiga e eu passamos uma situação constrangedora pra fazer um pedido num "fast-food" de comida mexicana aqui em São Paulo. Quatro pessoas - sim, quatro - pessoas tentavam fazer o registro de nosso pedido no caixa. E pra entenderem que a bebida, preferencialmente, devia vir gelada, não foi menos difícil.
Bato milhares de vezes na tecla de 'educação' e agora recebo o seguinte texto ilustrativo:
A evolução da Educação!
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.
Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????
Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são estas...????
Esta pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
Eu, que tive as matérias citadas acima e sempre achei muito legal essas oportunidades, fico passada com o sistema DESeducacional de hoje em dia.
Triste.
Bato milhares de vezes na tecla de 'educação' e agora recebo o seguinte texto ilustrativo:
A evolução da Educação!
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.
Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????
Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são estas...????
Esta pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
Eu, que tive as matérias citadas acima e sempre achei muito legal essas oportunidades, fico passada com o sistema DESeducacional de hoje em dia.
Triste.
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