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domingo, 5 de junho de 2016

Cultura > Arte > Entretenimento

Tem aquele pessoal que ouve o galo cantar, não sabe onde e sai falando do que não sabe. E olha que é fácil hoje em dia, dar uma pesquisada, né?

E aí o cara fala: O artista pode levar a vida que quiser, desde que não dependa do dinheiro público para isso. Existe uma diferença abissal entre incentivo à indústria a fim de aquecer a economia e o incentivo à interesse particular de um artista com finalidade cultural questionável.

E a pessoa, mesmo cansada de repetir coisas feito papagaio também cansada de ouvir asneiras, se anima a responder:

.... ....    .....    ....    ....   ....


Vamos afinar os termos para nossa conversa, que tal?

CULTURA significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

ARTE é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente.

Ou seja, a arte faz parte da cultura de cada lugar, da forma como somos paridos até como nosso corpo morto é “descartado”. Norteamericanos consideram horrível nossa cultura de furar as orelhas de meninas ainda pequenas. Os ciganos consideram pior a perda de um ancião com toda sua sabedoria que de uma criança que em seguida será substituída por outra. Nós consideramos terrível a cultura de mulitação de mulheres cortando seu clitóris na África. Então, depreendo que quando você fala “cultura” está, na verdade, querendo falar “arte”, certo? De qualquer maneira, a partir da cultura em que fomos criados podemos gostar ou não de algo, ou como você diz, considerar “questionável”.

Se usarmos nossos dois exemplos, carros e arte, eu poderia considerar “questionável” incentivar a cultura automobilística num país coberto de poluição, com péssimas estradas e design horroroso desses carros que nos individualizam cada vez mais, onde o trânsito mata (fora feridos) o equivalente a quase 240 aviões de passageiros por ano e o conceito de “sucesso” passa pela propriedade de um deles. Agregando o fato estatístico que essa indústria emprega pouca mais de 120 mil pessoas no país (ok, tem os empregos indiretos, digamos, 200mil?) e a indústria “cultural” emprega formalmente cerca de 2 milhões de pessoas (vamos dobrar o número pois o número de informais é muito maior que os demais, então, cerca de 4 milhões), parece-me estranho que se possa questionar ARTE a partir de gostos individuais e não se questione fabricação de carros (tem uns horrorosos! na minha opinião). Qual indústria emprega mais, colabora mais para girar a roda da economia e, principalmente, para a formação de cidadãos com capacidade de pensar e formar opiniões?


Minha humilde opinião. Obrigada por compartilhar a sua comigo.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Retorno

Há muito tempo me abstenho de me envolver com política partidária, seja em discussões ou diretamente. Por motivos que me levaram, inclusive, a anular meu voto durante muito tempo, consciente do que isso significa.
Porém é impossível abster-me totalmente, já que vivo inserida em sociedade, tudo que sou e faço dependem, diretamente, da política entre seres humanos, partidária ou não.

Sempre entendi que a variação de ideias é saudável para que a gente possa conhecer pessoas e seu trabalho, ver o que funciona, o que pode ser agregado ou removido. Afinal, pressupor que apenas aquilo em que acreditamos é correto sempre me pareceu burrice.

Certa vez comentei que achava interessante a forma como o voto das pessoas que vivem no Rio Grande do Sul pode facilmente, sem medo, migrar “de lado”, quando não satisfeito. Votar no outro lado quando achava que tava na hora de mudar.

Mas no panorama atual de candidatos, fico estarrecida com a possibilidade dessa senhora Ana Amélia vir a ser governadora do Estado. Alguém aqui lembra da Ieda? Dá uma piorada pra ter noção...

Imaginem, nas artes e na cultura, área em que trabalho - que vinha sendo reconstruída com muita dificuldade e briga no estado (vamos sair do umbigo da capital, certo?) – um governo que não tem a menor ideia do que é produzido aqui? Quem teve oportunidade de ouvir a representante da candidata sobre o tema, nem precisou de esforço para entender que ela não sabe do que está falando. Provavelmente por não acompanhar a produção artística regional. O que se dará então, na educação, na saúde? 
Mas se lutamos por participação e verbas diretas (como fundos e editais), não podemos esquecer que este seria o tipo de governo a financiar apenas manifestações folclóricas e Bailes de Debutantes – estão esquecidos?

Não posso compactuar com isso.

Este ano, eu voltarei a votar.

Aconselho a todos que ponham a mão na consciência: se está como está, não é responsabilidade nossa que votamos de forma displicente? Com bem lembra a campanha do TSE, será como se o candidato ande sempre com você, fazendo passar vergonha, trabalho, dificuldade. Tire uns minutos para pesquisar rapidamente sobre o programa de governo do candidato. É mentira? Bem, você deve saber em quem está votando. Pesquise, informe-se, tenha memória e consciência!

sexta-feira, 21 de março de 2014

MANIFESTO DOS ARTISTAS GAÚCHOS

O COLETIVO DE PROFISSIONAIS DAS ARTES CÊNICAS ATRAVÉS DO “CONVERSAS ABERTAS”, PROMOVIDO PELO SATED/RS (SINDICATO DOS ARTISTAS), VEM A PÚBLICO MANIFESTAR SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO À QUESTÃO CULTURAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

A cultura de um povo é sua identidade. É o que diz quem esse povo é, como pensa, age, fala, come, trabalha, nasce, cria vida, se diverte e faz arte.

O povo do Rio Grande do Sul que estufa o peito para falar de seus feitos passados, não luta pela valorização de sua arte, pelo seu direito à educação e à saúde através da cultura, que está sendo desmontada dia a dia pela falta de interesse em incentivar e apoiar a produção local.

A arte é um caminho para evolução do ser humano, tornando-o mais sensível para que ele aprenda a pensar e agir por SUAS ideias e conclusões.

É necessário que artistas e população tenham espaços democráticos, de fácil acesso e com infraestrutura adequada. É necessário que o público e os artistas levantem suas vozes para que as autoridades cumpram seu dever de servir ao povo.

A situação atual da Cultura no Estado é devastadora, não há políticas culturais efetivas e permanentes. O estado geral dos espaços públicos de cultura é uma afronta à população. Há muito a classe aceita uma condição indigna para poder fazer sua arte, mas agora levanta-se para exigir mudanças - precisamos de soluções reais e efetivas através de:

- políticas públicas eficazes e transparentes para a cultura e a arte;
- acesso real de grupos locais a TODOS os espaços culturais do Estado e Municípios;
- aprovação da PEC 150, pela Câmara Federal;
- manutenção adequada e permanente de espaços físicos e equipamentos públicos de cultura;
- abertura de vagas e concurso público e qualificação para técnicos em teatros públicos;
- aumento de financiamentos e editais públicos de fomento e pesquisa artística local;
- promoção da circulação de espetáculos regionais dentro do Estado e Municípios do RS.

Queremos fazer arte dignamente.

EXIGIMOS CONDIÇÕES DE TRABALHO.


Rio Grande do Sul, março de 2014.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CONTRAPARTIDA DA MEIA-ENTRADA.

Toda vez que um artista vai em busca de patrocínio, financiamento, etc, no projeto ele precisa oferecer uma contrapartida social entre outras. Difícil precisar quantos artistas de várias áreas atuam profissionalmente no Brasil, mas acredito não estar longe da verdade ao pensar que cerca de 90% produzem arte com recursos próprios, sem prêmios, incentivos, patrocínios e financiamentos – públicos ou privados.

Com essa moda de os políticos oferecerem "meia entrada" (não seria essa já uma outra modalidade de contrapartida social?) a torto e a direito, fazendo leis dispondo livremente do nosso trabalho, fazendo campanha e cumprimentando demagogicamente a população com o nosso chapéu  somos, LEGALMENTE OBRIGADOS a abrir mão da nossa remuneração. Sim, a maioria esmagadora da população não sabe que quando um estudante ou idoso paga meia está saindo do bolso do artista! que ainda assim paga TUDO em sua vida integralmente. Não apenas se paga tudo integralmente como também os profissionais que trabalham nas produções PRECISAM RECEBER e as diárias de ocupação dos teatros (públicos ou privados) são cada vez mais altas.

De outro lado, quando vamos assistir um filme, uma peça, comprar um livro, pagamos o ingresso integral, a livraria cobra o valor total do livro e por aí vai.
Em solidariedade, ALGUMAS produções oferecem 50% de desconto no ingresso ao colega profissional de artes cênicas, mas não são todas.

Pergunto-me por que não incluir nessas leis antes citadas também o desconto obrigatório ao artista? Em cada bilheteria, Brasil afora, a que chego sempre pergunto se há desconto para artista. A maioria não só nega como faz cara feia.
Ora, mas se justamente NÓS artistas somos os maiores prejudicados nessa politicagem toda, por que não fazer com que, compulsoriamente, toda bilheteria dê 50% de desconto ao artista devidamente registrado e com documento (com foto) comprobatório em mãos? Toda livraria dê 50% de desconto a artistas? E aí podemos sonhar e lutar por 50% de desconto em farmácias, médicos, hospitais (eu já conto com a boa vontade de contador e de um médico que recebem quando eu recebo cachês que demoram até um ano pra serem pagos), supermercados, energia elétrica, água, gás – por que não? Seria também forma de incentivar a profissionalização dos artistas, não?

Seria ótimo começar a reaver parte dessa baderna que virou a ‘contrapartida’ no Brasil. Se eu dou metade do meu ingresso de graça, poderia ganhar descontos proporcionais em serviços públicos, que tal?


Idéias pra fazer pensar.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A censura que ninguém te impôs


"Não fala mais isso que teu pai vai ser preso!"

A frase mais marcante de minha infância carregava em si todo medo que minha mãe sentia em tempos de ditadura militar no Brasil. A frase mais ouvida de minha infância me ensinou algo precioso: o valor da liberdade de expressão, a importância da luta pelo direito (ou dever?) de falar.

Já vejo o sorriso de muitos ao lerem isso, já que minha característica mais famosa é justamente a abundância no falar. Mas nem sempre fui assim. Tive meu tempo de observar e refletir. Foi só quando chamaram meus pais ao colégio pra perguntar se fazia terapia por não me comunicar verbalmente com os colegas e toda hora tinha alguém perturbando meu silêncio confortável, que mudei radicalmente. Percebi a importância de falar muito pra afastá-los do que eu realmente não queria falar... Complexo? Na verdade muito simples. Se falar bastante, as pessoas cansam e procuraram se afastar, deixando mais espaço pra sua leitura, sua música, seus pensamentos e tudo que a gente quer guardar pra si.

Mas o que se faz com tudo que se absorve?

Não escolhi a arte. Apenas não poderia ser diferente. Nao há maneira mais sublime de expressão. Ao ver aquelas cores, formas, músicas, pessoas interpretando animais ( Os Saltimbancos) em cima daquele palco eu sabia que não poderia amar outra coisa na vida. Não lembro que idade tinha. Apenas de minha mãe correndo com minha irmã e eu pela mão pelos corredores da Assembléia Legislativa pra chegar ao auditório e ver o que ela mesma tinha tanta vontade de sentir. Seus olhos brilhavam e aí entendi por que. Provavelmente por isso ouvir Feuerbach dizer pela boca de Lever (quem era quem?) "quanto se paga pra estar lá cima?(...) E paguei por isso toda minha vida" tenha me emocionado tanto. 

Não fui forte o bastante pra construir uma carreira de verdade.
Mas impossível estar longe.

E um dos motivos é justamente a possibilidade que o artista tem de usar sua sensibilidade pra falar o que toca a mente e coração das pessoas. Pra ajudar a pensar, a perceber o mundo, a humanidade. Ou simplesmente (?) levar alegria, riso.

É muito triste perceber artistas (?) perdendo sua capacidade de se indignar. Depois de tanta gente na história da humanidade ter perdido até mesmo a vida pelo direito de pensar e falar diferente do permitido, ver pessoas que têm a liberdade e os meios pra isso optarem por não fazê-lo é patético. O medo ainda existe. Porém é o medo de "o que as pessoas vão falar?", "Será que não vou me queimar?".

Bons tempos em que "se queimar" era ficar quieto.

Se o medo fosse por sua integridade física eu até entenderia. 
Mas eu teria vergonha de dizer não vou reclamar 
por medo de perder uma boquinha.


Onde erramos em não ensinar o valor de se lutar como qualquer trabalhador por respeito? 

Sim, por que nós que nascemos e crescemos sob a sombra da censura temos o dever de ensinar a importância de usar a liberdade para batalhar nossos direitos. Acima de tudo somos cidadãos trabalhadores e pagamos impostos e altos salários para aqueles que nos roubam, oprimem e dão gargalhadas na nossa cara!

Minaram aos poucos nossa capacidade de luta. De um lado o assistencialismo te acovardando, te acomodando. De outro trabalho árduo... A escolha confortável parece lógica.

Mas se obtivemos o direito legal de trabalhar, se batalhamos por mecanismos legais de incentivo e financiamento, NÃO TEMOS O DIREITO de fazer disso motivo pra parar de lutar e botar a boca no trombone, fazer barulho na hora de reinvindicar direitos e melhorias por medo de perder - em retaliação - o pouco adquirido. TEMOS O DEVER DE CRITICAR sim, pois o que temos não nos foi dado de mão beijada! TEMOS O DEVER DE IR PRA RUA GRITAR contra aqueles que colocados em posição de defender a arte fazem dela apenas pedestal temporário para seus egos.


Secretários de cultura e gestores de espaços públicos são nossos funcionários e não o contrário! Eles só estão ali por que existem artistas! 

Ainda que aos poucos tentem acabar com a necessidade de arte na vida o ser humano, não acabarão nunca com a necessidade lúdica de expressão do ser humano.
Ao ver notícias de manifestações ao redor do mundo é comum ouvirmos brasileiros elogiando, falando de como seria bom se acontecesse isso no Brasil. Mas vai convocar uma greve geral ou outra manifestação pra ver o que acontece...

O mais triste, repito é ver a classe supostamente mais politizada, num estado da federação que jura ser politicamente atuante se acovardando, se omitindo, reclamando à boca pequena em mesa de bar. É o mesmo cara que reclama da fila do banco mas não vai falar com o gerente sobre o dever de colocar mais pessoas nos caixas pra não estourar o tempo estipulado na Lei para atendimento.

"Se ninguém reclama é por que está tudo bem, né? " Claro, Marcelão, é EXATAMENTE isso.

Às vezes minha irritação é tão grande que tenho vontade de responder: ah, tá ruim? Por que não vai reclamar pra quem tem de direito e pára de encher meus ouvidos? E às vezes falo. E a pessoa faz o quê? Nada!

Cansei de ser a bruxa má, a histérica reclamona. Grito e sempre gritarei por mim. É muito fácil alguém gritar por ti enquanto tua bunda fica na cadeira, né?

...


Tá, vá lá. Ainda gritarei pelos outros. Só não sei até quando.

"Se eu parar, é por que terão me vencido".


A situação de muitas áreas no Estado do Rio Grande do Sul é de chorar.
A Cultura (ARTE) como sabemos, sempre é a mais prejudicada. Na calada de 2011, líderes de bancadas reunidos na AL/RS aprovaram um novo projeto de Lei, REVOGANDO conquistas de Lei de Incentivo da qual muita gente se beneficia. Entre outros assuntos, devido à urgência (poderá ser sancionada pelo governador dia 18 de janeiro) realizou-se uma reunião em Porto Alegre para definir ações no sentido de minimizar os efeitos devastadores desse PL ou até mesmo  buscar seu veto. Quantos profissionais usuários desse sistema de financiamento compareceram...?

Se escolhemos e endossamos entidades para nos representar, é NOSSO DEVER DAR SUPORTE a elas, cujo trabalho é observar, sentar e discutir. O nosso é fazer arte. Mas pra termos o direito de nos apresentarmos como trabalhadores da arte, precisamos não ter vergonha de agir como artistas: ver, ouvir, pensar e regurgitar isso SEM MEDO.

ACORDA, POVO! 

A culpa é nossa de os espaços públicos de cultura estarem completamente destruídos a ponto de serem fechados (com toda razão) por bombeiros e Ministério Público! Nós nos subtemos àquelas condições sem reclamar!

A culpa é nossa se a Secretaria da Fazenda se sente à vontade pra mudar Leis da área cultural a seu bel-prazer. Nós só olhamos pra nosso umbigo e paramos de olhar ao redor!

A culpa é nossa se as pessoas se sentem no direito de vir pedir ingresso gratuito ou abusar de Leis de meia-entrada. Não nos fazemos respeitar, aceitando cachês miseráveis, prazos de pagamento aburdos (às vezes anos), fazendo o trabalho de que outro colega deixou de fazer por amor-próprio. "Sempre tem alguém que faz".

A culpa é nossa se empresários usam o dinheiro de impostos apenas para "patrocinar"(faz-me rir) o que LHES interessa. Se o dinheiro é público, não poderia servir interesses privados, não é?

A culpa é nossa se o cidadão brasileiro não se apropria da sua arte e a respeita a ponto de se juntar a esta luta!


A culpa  é nossa por nunca exigirmos respeito!


Quem se importa precisa estar junto:
ATENÇÃO: essa é a hora! Dia 10-01-2012. FAC
60 PESSOAS MUDAM O RUMO DAS NEGOCIAÇÕES

Sessenta pessoas de diversas áreas do segmento cultural mudaram o rumo da negociação, sobre o PL 410/2011 e trouxeram para o foco da discussão o Fundo de Apoio à Cultura – FAC.
A Secretaria da Fazenda reafirmou o compromisso com a Cultura e assume a responsabilidade de não diminuir os valores de 28,5 milhões circ......ulantes na área.
Deste valor 18 milhões serão via Editais Públicos pelo FAC.
A concretização desta promessa só acontecerá se estivermos mobilizados na luta por nossos direitos.
Sua presença é indispensável, no dia 10 de janeiro, terça-feira, às 19 horas na CIA de ARTE, Andradas, 1780.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Momento

Quem disse que brasileiro não gosta de música erudita?

Entre as barracas da 57a Feira do Livro de Porto Alegre , as árvores floridas e os canteiros reformulados da Praça da Alfândega - no centro da cidade, muita gente parou pra ver e ouvir o Sexteto de Cordas da Orquestra Filarmônica da PUCRS que tocou peças alegres de Vivaldi e Mozart, algumas popularizadas pelo cinema e televisão.

Fiquei observando pessoas de idades diversas, acompanhando de pé o recital do Encontro Comunitários Zaffari, que completa 24 anos, por quase 1 hora.  Jovens registrando em vídeo com câmeras digitais e celulares, no intuito, talvez, de levar ainda por um pouco mais daquela música consigo me chamaram a atenção. Passantes que ralentavam o passo e acabavam deixando o fresco final de tarde ter um sabor diferente do cotidiano. Tudo ali, ao rés do chão, tão simples quanto as crianças dançando...

Aplausos, rostos atentos, corpo contido ao acompanhar o som que ecoava pela praça.

Talvez falte oferta de boa música.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estrangeirismos

Resgatei estes escritos de 2005, sem editar. Pode ter mudado muita coisa - principalmente mudanças na gramática, que não me sinto à vontade pra adotar. Eu que nem sabia que o spaces tinha sumido...


Excesso de estrangeirismos em nossa cultura
26/11/2005
As idéias me vêem à mente várias vezes por semana; por por estar sem tempo para discorrer sobre todos os pontos que considero importantes com relação ao tema, vou soltando questões ao vento...


Uma coisa é usar abat-jour para falar em luminária. Outra bem diferente é aceitar 'comemorar' o "DIA DAS BRUXAS" e agora, ainda por cima, o Dia de Ação de Graças. Agora foi demais!

Só eu ou alguém mais notou, além da novela (que não há como não notar) que se passa num clima 'western' norte-americano da Globo que o SBT vem falando há semanas em "Dia de Ação de Graças'?

O povão sabe o que é isso? Além de ver a interminável seqüência de jantares nos filmes norte-americanos?
Pessoal! É uma comemoração norte-americana - leia-se Canadá e EUA, com dias diferentes para os dois países e feriado nacional em ambos.
Inicialmente um dia de agradecimento a (D)deus pela colheita e graças pelos bons acontecimentos do ano, por isso comemorado no final do ano, depois das colheitas do hemisfério norte, no outono. Hoje um feriado essencialmente familiar,  além de ser um dia onde muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos.
(Claro eu tinha uma vaga idéia, mas fui pesquisar...)

Será que mais isso será mal-absorvido pelo povo que se permite aculturações com a idéia de que o que é de fora é sempre melhor? Quando essa função toda começou lá na época de Getúlio, pra afastar o Brasil de uma possível aliança com os países do eixo (Itália, Alemanha), será que alguém, além daqueles que a inspiraram, percebeu a dimensão da invasão que estávamos começando a sofrer?

Outro ponto: se globalizar é aceitar sem discussão o que vem de fora, por que não nos permitimos conhecer a cultura contemporânea de nossos vizinhos latino-amercianos, que é tão rica?

Ainda outro: aceitar TUDO que vem de fora em prejuízo do que temos?

Será que não temos feriados e comemorações nacionais (religiosas ou não) suficientes? E a cultura de nossa civilização sul-americana, amálgama da religiosidade oriunda da península ibérica, indígenas e africanos?
Quando a valorizaremos como os franceses valorizam sua identidade nacional?
Até quando rebaixaremos a nossa cultura? Por quanto tempo o samba foi relegado à condição de música de baixa qualidade?

 Não é o caso de 'inventar' algo semelhante, mas  lembrar a força das manifestações religiosas em nosso país que tão bem consegue dar sentido à expressão 'sincretismo religioso'. De maneira geral, essas manifestações são respeitadas, dando inveja a povos de várias regiões do globo terrestre onde reina a intolerância.

Diversidade ou imposição cultural?

 Sempre defendi identidades regionais, curtindo ou não cada aparição nova (pra mim) cada detalhe cultural que conhecia. Mas não é de hoje que tenho alguma birra com certas 'aculturações'. Externas ou internas. Comprei - entre outros - 3 livros domingo na Feira do Livro de Porto Alegre que me ajudarão nestas linhas: A Salamanca do Jarau; O Curupira, o Saci e outras Lendas e O Negrinho do Pastoreio e a Mboitatá. Tudo por João Lopes Neto. quero (re)ler com calma.

E isso aconteceu na véspera do que, eu já imaginava, iria ouvir muito falar, o 'Dia das Bruxas'. 

À parte as decorações 'importadas' fabricadas na China, fantasias, festas e todo tipo de aproveitamento comercial de algo que não nos diz respeito culturalmente, alguém se deu ao trabalho de pesquisar o que significa, de onde surgiu? Bem, alguns anos atrás eu fiz isso, pra minha informação e compartilho com vocês agora.
 Eu lembrava que tinha a ver com algum equinócio e era ligado ao hemisfério norte. 

Do site O Apocalipse, num link específico retiro este trecho:


O livro "Ele veio para libertar os cativos", da Dra. Rebecca Brown, relata desta forma:
"São oito os 'dias santos', durante o ano nos Estados Unidos, em que são praticados os sacrifícios de humanos. São eles: o natal, a páscoa, o 'halloween' (dia das bruxas), o dia de ação de graças, e preferivelmente, o primeiro dia de cada estação do ano (primavera, verão, outono e inverno). Satanás deseja profanar cada uma dessas estações por causa da bondade de Deus. (...) Desde que os Druidas instituíram o 'halloween' na Inglaterra, este continua a ser o dia especial para a prática dos sacrifícios humanos. A repentina epidemia de substâncias e objetos encontrados em vários 'halloween' tratados por 'trick-or-treaters' (brincadeiras maldosas) não é por acaso. É uma tentativa maldosamente planejada pelos satanistas, pois as crianças feridas e mortas por esses 'truques' são sacrificadas a Satã."

De Casa do Bruxo, destaco o trecho abaixo:

Para algumas tradições da wicca, o ano se inicia no solstício de inverno. Outras consideram a noite de 31 de outubro como o início do ano. Esta data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "sem sol", referindo-se ao tempo de inverno. Esta época também é correspondente ao ano-novo judaico. 

Neste outro link há uma abrangência geral, mas percebe-se nitidamente que as culturas que celebram data o fazem no OUTONO com motivos específicos pra cada cultura e região. Atente para o fato de este link ter um enfoque com tendência religiosa específica.

Entre outras tantas sugestões de leituras virtuais, há ainda esta que complementa tudo que pudermos ler a respeito, lembrando o aspecto religioso da data.

Busque suas próprias fontes, leia. Depois de tudo, tire suas próprias conclusões. De minha parte, adoraria usar abóboras pra cozinhar e deixar o chapéu de bruxa nos contêineres descarregados nos portos. Afinal, aqui ainda é primavera e logo será verão. O outono e inverno estão longe ainda.
Se colocássemos gorros de Saci eles venderiam tanto quanto chapeús de bruxa? Provavelmente não, já que poucas crianças sabem do que se trata. Infelizmente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E tudo acabou em água e cafezinho...


E tudo acabou em pizza. Ou melhor: em água e cafezinho doce e contenção dos cordeirinhos no prédio da Casa Torelly e na calçada.

Eu me pergunto: pra que serve manifestação pública? Pra resgatar algum direito, obter novos e PRINCIPALMENTE, conscientizar a população sobre alguma situação. Assim fizeram bombeiros no RJ, professores de vários estados.
Aí vem a classe artística em Porto Alegre, organiza manifestação, entrega documento na prefeitura, caminha cantando até a secretaria de cultura sob os olhos atentos de agentes de trânsito e brigada militar pra chegar lá, ser “convidada” (todos) a entrarem no prédio pra tomar cafezinho e água. Em seguida, pediram pra parar o barulho, afinal, precisamos ‘conversar’.

Métodos clássicos de esvaziamento, já que muita gente não sabe mesmo o que significa fazer uma manifestação pública. Logicamente isso libera a rua, a população não é afetada - nem informada da situação dos aparelhos públicos de cultura. Das verbas que são LEI e não são distribuídas, apesar da solidez fiscal do município. Da situação caótica das salas de teatro, bibliotecas e outros recursos que deveriam estar servindo de instrumento de formação, informação, socialização e educação dessa mesma população. E aí vem colegas te chamar a atenção por que tu estás usando teu direito de ir e vir, de segurar teu cartaz contando da vergonha de receber grupos de todo país e do exterior em salas de teatro do município tão sucateadas que tem que avisar os lugares no palco que não podem ser usados sob risco de afundar a perna; da relação de equipamentos técnicos datada de 1997. Do teto caindo no camarim em cima dos grupos convidados e das cadeiras tão rasgadas que mais parecem saídas do lixão.
E os equipamentos do estado não ficam pra trás! Na CCMQ, os andaimes são, na verdade, pra segurar estruturas podres. O encanamento de esgoto traz de volta a merda pra dentro dos banheiros que se esparrama pelas salas. TSP não conta pois é quase privado. A situação da Cia de Arte é tão absurda que nem dá pra começar a explicar aqui.

E aí vem “colega” te falar que deve passar pra dentro da faixa que os agentes de trânsito e a brigada botaram pra tua contenção - pra facilitar a vida deles e quando delicadamente tu explicas que não aceita o convite, ocorre o que ELES querem: cisão, pois o pedido, era, NA VERDADE, UMA ORDEM no meio da bagunça e assim, pateticamente, se esvazia a manifestação.

A alegria dá lugar à irritação, pois nada muda... Os que mais se manifestavam agora têm cargos importantes. Geralmente aliada à velhice, a acomodação consegue seu espaço no conforto de bons salários e gabinetes. Afinal, todo mundo acha que precisa ter uma aposentadoria.

Bem, minha aposentadoria vem sendo construída com o meu suor e o meu trabalho, não com a venda de minhas convicções.

Espero sinceramente que hoje tenhamos conseguido algo mais que renovações de promessas. Mas não me chamem mais pra manifestações patéticas. Agora entendo os colegas mais conhecidos passando em carros caros e fingindo não conhecer aqueles que seguravam cartazes. Tristemente me alio a eles.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Intolerância

Seres humanos brigando já é triste, por 'picuínhas' é ainda mais patético. Um dia descobrirei qual o prazer em puxar briga? Espero que não.

Num país de dimensões continentais, com influências e 'toques' culturais de praticamente todos os povos do mundo, por que ainda há tanta intolerância?
Nesses momentos lembro de minha sobrinha, falando sobre futebol: "não são todos brasileiros"?

E me repetindo: não somos todos seres humanos?

Há momentos em que sinto que pensar diferente, ter gostos diferentes é algum tipo de 'crime' punido com a raiva alheia e comentários maldosos. E este domingo foi tipicamente interessante nesse sentido.

20 de setembro é a data que especialmente marca a semana farroupilha desde 1947 no Rio Grande do Sul e uma parte de Santa Catarina. Assim como outras datas marcantes espalhadas pelo país. Se hoje é uma comemoração, ao contrário do que eu entendia antes, não "comemora" uma derrota, mas o "Dia do Gaúcho", a cultura, os usos e costumes que formam nossa identidade cultural, como é assegurado pela constituição do Brasil.

Se um estado (inteiro) brasileiro não se incomoda em ser identificado apenas por algumas características de sua capital querendo fazer parecer que encarna e resume toda a diversidade da cultura brasileira em alguns dias de carnaval e samba isso não quer dizer que TODOS os demais devam pensar da mesma forma e abrir mão de suas culturas aceitando uma outra única como verdade única, certo?

A constituição federal nos garante liberdade de pensamento, de escolhas político-partidárias, religiosas, sexualidade, etc. Bem, num estado de direito assim formado, por que tanta gente se incomoda com o fato de outros estados terem e valorizarem sua cultura?

O frevo deve ser esquecido? Quem sabe se proíbe a realização do Festival de Parintins ou da lavagem do Bom Fim? Vamos parar de ensinar a bonita história de Minas Gerais ou a diversidade da formação do estado de São Paulo, hein, hein? ^^

À parte a natural arrogância do 'gaucho' (argentino e brasileiro especialmente) qual o problema em eu ter orgulho das minhas raízes dentro do Brasil? Em conhecer a história da região onde nasci, cresci e aprendi a respeitar os outros? Por que eu valorizar minha cultura natal incomoda tanta gente? Alguém pode me acusar de ter dito que sou melhor que os demais brasileiros ou qualquer outro ser humano?

Um PAULISTA
: Incrível, paulistas e gaúchos são os únicos cidadãos que comemoram fiascos como vitória...

Minha resposta:
Valorizar batalhas (físicas ou morais) é valorizar o esforço em prol de mudanças. E a maioria dos paulistas nem sabe o q rolou em 09/07/1932. Eu corrigiria sua frase talvez assim: paulistas e gaúchos são os únicos cidadãos, mas isso seria desmerecer batalhas de pernambucanos, baianos, mineiros, maranhenses, etc...
(Faltou lembrar que Tiradentes foi enforcado e esquartejado e hoje tem feriado NACIONAL naquela data)

Um CARIOCA
: injustiça com a paulistada; a maioria do restante do país também não sabe nada da revolução constitucionalista. ufanismo bobo = atraso de vida=pleonasmo. Já é meio ridículo um francês contemporâneo se achar um iluminista. O que dizer de nativos de estados brasileiros?

PELAMORDEDEUS! Quem encontrar algo na definição de ILUMINISMO* que seja minimamente parecido com o sentimento de orgulho de alguém pelas suas tradições, ajude a esta pobre e ignorante criatura que vos escreve para ILUMINAR seu pensamento.

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Neste domingo, Dia do Gaúcho, fui encontrar algumas pessoas no Ibirapuera -riograndenses, paulistas, sulmatogrossenses, todos 'gaúchos', 'muitos por opção' - pra tomar um mate (chimarrão). Passei por diversos espaços desse parque que aprendi a admirar muito e já que não encontrei o pessoal aproveitei pra exercitar os princípios de igualdade e fraternidade (me dei conta agora, escrevendo este texto). Passei e assisti uma roda de capoeira; uma apresentação de - não sei o nome correto - uma 'pequena orquestra' que me pareceu do interior de São Paulo ou de estados como Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul (me perdoem a ignorância) e havia tanta gente diferente simplesmente curtindo e se alegrando com aquilo que senti certa alegria.

Em seguida, quando ia entrar no museu afrobrasileiro - que ADORO - fui abordada por um skatista que veio me perguntar sobre as cores da fita que estava na minha mateira (espécie de bolsa pra carregar o conjunto do chimarrão: cuia preparada e térmica com água), pois são as mesmas usadas pela tribo do 'reggae'. Expliquei que são as cores da bandeira do Rio Grande do Sul (vermelha, amarela e verde). Ele questionou sobre outras coisas do estado e quando vi, estávamos num grupo conversando sobre cidadania, sobre o movimento de rua (grafiteiros, skatistas, movimento social). Ele é professor de educação física e dá aulas de skate pra garotos "pra afastar do crime" como um deles falou.
Ora, isso não dá uma pequena mostra da diversidade de pensamento e cultura desse país? Se a 'união faz açú..., ops, a força', por que ainda há tanta intolerância justamente no meio de onde se esperaria mais clareza de pensamento dada a facilidade de acesso à educação (acadêmica e humana)?

Supostos intelectuais vêm me dar indiretas de que ufanismo é bobo. Também acho. Há anos atrás berrei isso dentro de um hospital onde tinha hora pra tirar pontos de uma cirurgia e não queriam me atender pois eram "patriotas" demais pra deixar o jogo de copa do mundo de futebol e trabalhar um pouco em prol da cidadã pagante de impostos aqui!

Do dicionário:
UFANISMO - Atitude ou comportamento de quem se orgulha ou se regozija excessivamente de algo.


Ora, uma característica não é, necessariamente, uma virtude ou defeito, certo? Ainda que eu concorde que ufanismo bobo é um pleonasmo, não vejo que ter um dia no ano pra lembrar e valorizar usos e costumes de onde fui criada possa ser considerado ufanismo. Mas vá lá, que eu esteja ufanista UM DIA NO ANO! Se não me suportam, me esqueçam, só não me venham com falta de respeito, pois eu jamais permiti isso, desrespeitando os demais em qualquer momento!

Por que será que cariocas se incomodam pelo fato de que gaúchos não se consideram representados pela 'cidade-estado' do Rio de Janeiro? Ou dos baianos preferirem a mincareta ou o carnaval de Salvador ao do Rio? Ou do Amazonas ter conseguido espaço na Globo pra mostrar o Festival de Parintins? Do Pará mostrar no Jornal Nacional a festa do Círio de Nazaré?
TUDO É BRASIL!!

Vários lugares do país tem festas e datas em que comemoram a alegria de suas tradições, comidas típicas, danças; algumas divulgadas por diversos meios e veículos de comunicação. Pode parecer bobo pra algumas pessoas "Dia do Gaúcho" e dizem que não há dia do baiano ou do maranhense.
Fazem-me rir!
Como não? Só por que não tem o título específico "Dia do ... ", a lavagem deixa de ser baiana? A mincareta?
O 9 de julho deixa de ser paulista só porque é um feriado apenas pra ter folga e uma cerimônia da câmara de vereadores de Araraquara?
São comemorações de cada estado e se estas não são mais "festejadas" quem o faz deve ser punido?
Estas datas são oficiais, mas parece que apenas ser e gostar de ser gaúcho é que é considerado ofensivo à 'corte', pois não vejo nenhuma alusão pejorativa ao feriado comemorativo a Balaiada.

A Lei Federal de nº 9.093 de 12 de setembro de 1995 em seu artigo lº, inciso II autoriza os estados a, além dos feriados nacionais e religiosos, instituírem um feriado civil para a comemoração de sua data magna.

Pernambuco comemorou pela primeira vez a sua Data Magna em 6 de março de 2008: a data da Revolução Pernambucana de 1817. Basicamente, uma revolução com as mesmas questões levantadas anos depois pelo Rio Grande do Sul: questões econômicas regionais e sob influência de idéias iluministas, contrariedade à coroa portuguesa. DEVO INCLUIR AQUI A REFERÊNCIA DE NOSSO AMIGO 'CARIOCA'?


Outros estados têm suas "datas magnas" assim definidas:

Alagoas - 16 de setembro/ Dia da emancipação política
Amapá - 13 de setembro/ Dia em que foi considerado Unidade da República Federativa do Brasil Amazonas - 05 de setembro/ Elevação do Amazonas à categoria de Província
Bahia - 02 de julho/ Independência da Bahia
Ceará - 19 de março/ Dia de São José
Espírito Santo - 23 de maio/ Colonização do solo espírito-santense
Maranhão - 28 de julho/ Adesão do Maranhão à Independência do Brasil
Mato Grosso do Sul - 11 de outubro/ Criação do Estado
Minas Gerais - 21 de abril/ Inconfidência Mineira
Pará - 15 de agosto/ Adesão do Grão-Pará à Independência do Brasil
Paraíba - 05 de agosto/ Emancipação política do Estado
Paraná - 19 de dezembro/ Emancipação política
Piauí - 19 de outubro/ Dia de Piauí
Rio de Janeiro - 15 de março/ Dia da fusão dos Estados do Rio e da Guanabara
Rio Grande do Sul - 20 de setembro/ Revolução Farroupilha
Rondônia - 04 de janeiro/ Criação do Estado
Roraima - 05 de outubro/ Criação do Estado
Santa Catarina - 11 de agosto/ Criação da Capitania
São Paulo - 09 de julho/ Revolução Constitucionalista de 1932
Sergipe - 08 de julho/ Autonomia política
Tocantins - 05 de outubro/ Criação do Estado

CONHECER SUA HISTÓRIA, VALORIZAR SUA BUSCA POR MUDANÇAS ME PARECE NECESSÁRIO À EVOLUÇÃO DA CIDADANIA DE UM POVO. Caso assim não fosse, por que o interesse em manter o 'povo' na ignorância com educação de qualidade duvidosa (me perdoem os professores esforçados)?

Sou identificada como braba, faca-na-bota e outros adjetivos. Mas entre as características que podem me identificar, a de que mais orgulho e que aprendi em casa, com meus pais: respeitar para ser respeitada. Naturalmente, a vida me ensinou isso bastante, quando o aprendizado na casa de meus pais gaúchos estava esquecido num canto da cachola, aprendi com os 'sopapos' na rua.

*"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo".

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rock com sotaque?

Como assim? Sotaque de quê, cara pálida?
Sectarismos à parte (o pessoal daqui continua fazendo isso), 'bora aproveitar!!
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O palco do Toca Brasil recebe dois músicos do circuito alternativo brasileiro, o brasiliense Beto Só e o gaúcho Frank Jorge.

Beto Só, destaque do indie e do folk rock no cerrado, tem dois discos lançados Dias mais tranquilos, considerado o melhor disco de 2008 pelo Correio Braziliense, e Lançando sinais, de 2005. Herdeiro da música intimista de Renato Russo e dialogando intensamente com referências mais contemporâneas, o cantor e compositor vem conquistando um espaço cada vez maior na cena musical.

Frank Jorge (foto), por sua vez, é um dos nomes mais importantes do cenário pop-rock gaúcho e integrante das bandas Graforréia Xilarmônica e da Tenente Cascavel. Como compositor, tem músicas gravadas pelo Pato Fu e pelo Ira!, entre outros.

No Toca Brasil os dois repetem a dobradinha que fizeram no projeto Solitários Incríveis, em julho desse ano, iniciativa da cena independente de Brasília. O show terá transmissão ao vivo pelo site do Itaú Cultural.

Toca Brasil - Beto Só e Frank Jorge
sexta 25 de setembro 20h

entrada franca - ingresso distribuído com meia hora de antecedência

Itaú Cultural - Sala Itaú Cultural [247 lugares] | Avenida Paulista 149 − Paraíso − São Paulo SP [próximo a estação Brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br

transmissão ao vivo pela internet

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Jazz a 2 reais na segunda-feira?

Toda segunda-feira é dia de jazz no Centro Cultural Popular Consolação, na cidade de São Paulo.
Hoje tem a participação de Michel Leme às 21h30.
Ingressos a 2 reais!

Comece bem a semana!


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A banda JONATAS JAZZ QUARTET formada pelos jovens músicos Jonatas Sansão (Bateria), Lucas Macedo (Sax), André Soratti - Kiko (Baixo) e Davi Sansão (Piano) influenciada por nada mais, nada menos que Oscar Peterson, Miles Davis, Sony Rolis, Art Blakey, Ray Brown entre outros grandes nomes do jazz, sobe ao palco do CCPC trazendo uma apresentação para os mais exigentes expectadores! Um prazer aos ouvidos e ao bolso! Todas as segundas, o som rola! Com cara de happy hour, a Jam Session, começa as 20:00 e rola até as 23:00. Com som agradável e boas companhias, sua semana será, sem dúvida, atípica e muito mais animada!
Aqui no CCPC, todas as segundas R$ 2,00!