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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

um instante de beleza

Em Beleza Americana, havia a lembrança dos instantes de beleza que passam por nós e deixamos passar batidos na maioria das vezes. O balé do saco plástico é tão belo quanto uma obra de arte. Aproveitemos a possibilidade de viajar um pouco na arte de Van Gogh

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sábado, 31 de dezembro de 2011

Charme

Eu assumo.
Sempre achei Joshua Charles um charme.

 
Acho que a primeira vez em que o vi atuando foi em Três Formas de Amar e apesar de não ter virado fã de carteirinha, dessas de ver tudo, saber de tudo e tal, sempre me chama a atenção quando aparece.
Além do trabalho em si, ele é uma gracinha, né?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Chico

Esta semana, no dia 10 de maio, fui com minha mãe ver o filme de Daniel filho baseado na biografia feita por Marcel Souto Maior.

Impressionante como é bem elaborado. Rico em detalhes de época, com locações em 7 cidades, trilha impecável e a dedicação de cada pessoa envolvida se faz notar a cada minuto de filme. Ainda que muito da obra de Chico não esteja nessa montagem, foi filmada e daria, se não um novo filme, mais uma bela meia hora de filme sem incomodar ninguém na platéia.

Não li todas as críticas a respeito mas faria, se ousasse tanto, minhas as palavras do post anterior sobre a qualidade do cinema ali produzido. Dado o objeto da cinebiografia, impossível não falar da doutrina espírita. Mas o principal, é o desprendimento que ele certamente teve em toda sua vida dedicada a quem dele necessitava. Isso, narrado por pessoas que com ele conviveram, por si só nos faz admirar pessoas como Madre Teresa, Gandhi e todos aqueles que perceberam a importância do amor fraterno incondicional. Nisso todos que trabalharam no filme e deram seu depoimento foram unânimes ao próprio Chico: não há religão A que seja melhor que a religião B. Há a mudança dentro de cada um, o nome e a forma, pouco importam, desde que lembremos sempre da bola do jogo, O AMOR.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Saí mexida

Sempre penso que a arte, assim como toda área do conhecimento humano, tem certo papel ao tocar nossa vida. Assim foi com 2 filmes que vi recentemente.

É proibido fumar e Valsa com Bashir.
Cada um, a seu modo, me tocou. O primeiro me tirou do prumo num aspecto mais pessoal. O segundo levanta no meu pensamento, mais uma vez, a angústia com os rumos da humanidade. A angústia da inércia. E ainda por cima, cinematograficamente é sensacional!

sábado, 6 de março de 2010

Coincidentemente feminos?

Por uma estranha coincidência, alguns filmes com uma temática digamos mais feminina têm feito parte das minhas idas ao cinema. Apreciadora ainda incondicional do espaço e da programação do Cinesec.
Vi "Caramelo", "Duas Senhoras" e agora ainda recebi a recomendação do meu amigo Marcelo Restori que esteve rapidamente pela cidade com o filhote lindo Frederico. Nos nosso papos longos ele me sugeriu ver "O Círculo" do diretor Jafar Panahi. Adoraria ver na telona, mas na falta disso, vou atrás na telinha mesmo. Lembrei dos filmes da Deepa Mehta...

Em "Caramelo" as mulheres todas se encontram num mesmo salão de estética onde a depilação é feita com caramelo. A partir dali, as histórias são tristes, patéticas ou de esperança. Mas, definitivamente, femininas. Já em "Duas senhoras" poderia ser também uma história entre dois homens, mas seguramente alguns 'detalhes' seriam abordados de maneira bem diferente. Interessante o uso de não-atores nesta história de carinho entre uma judia e uma muçulmana.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Filmes - mostra de Cinema

Hoje tive a oportunidade enfim de ver "O Jantar", de Ettore Scola, que conheci primeiro por "Feios, Sujos e Malvados". Bem menos 'pesado' que este último, mas nem por isso menos profundo. Gosto tanto de histórias que metam a mão na consciência humana, no "como somos" e "como fomos criados".

Ontem assisti "Aquiles e a Tartaruga" do Takeshi Kitano de quem já havia assistido uns 3 ou 4 filmes. Não, nenhuma relação direta com minha filha Isla que não por acaso dá nome ao BLOG. A questão central é sobre ir atrás de um sonho. Da vocação, da vontade... o nome não importa. Ainda mais que o sonho em foco é artístico; porém talvez não pela arte em si. Com o próprio Takeshi em cena.

De qualquer maneira, dois excelentes filmes. Pra serem vistos e apreciados em qualquer época.

Vi também 'Alô, alô Terezinha' e devo dizer: é a cara do Chacrinha!

terça-feira, 28 de julho de 2009

WELCOME

Bem-vindo faz parte da categoria de filmes que você dificilmente verá, mas se vir, não esquecerá.

Gente comum. Como você e eu. Philippe Lioret dirige sem demagogia.

Dificuldades que a maioria dos brasileiros não conhece de perto. Mas perseverança é tudo, não?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em abril eu vi...

Sempre há uma ligação biográfica em cada trabalho artístico.

Recentemente comecei a conhecer o trabalho cinematográficoda realizadora naturalizada canadense Deepa Mehta. A crueldade e singeleza com que individualiza questões de seu país natal, a Índia, encantam, chocam e fazem pensar. Seu olhar agudo percebe a realidade numa cidade contemporânea, mescla de usos ocidentais e costumes tradicionais em “Fogo” e através da simplicidade do olhar infantil temos uma versão não-romantizada da independência política do país em 1947, no filme “Terra”. Aliás, o olhar infantil se faz sempre presente.
A individualização nos permite compreender, humanamente, as situações vividas,
coisa impossível através de textos históricos ou artigos jornalísticos. Entre outros filmes, há ainda “Água” de 2005 que, imagino, complete uma trilogia.

Em “Fogo” (1996), o olhar sobre a realidade feminina e a não menos perdida realidade masculina na índia ‘moderna’ nos traz sons, cores e até – ouso dizer – odores atuais sem perder a ligação com a identidade tão religiosa do país.

“Terra” (1998) poderia ser resumida na cena em que três crianças conversam sem se importarem com as diferenças que mataram mais de um milhão de pessoas apenas no ano da independência da Índia. Poderia. Mas é muito mais que isso. Ali a realizadora consegue deixar no ar certas questões; onde deixamos nossa inocência? Quando deixamos de ser simples para complicar a ‘essência’ de ser humano’?

Longe de serem filmes comerciais, mas também longe de serem ‘apenas’ filmes-cabeça merecem sim, uma busca e uma reserva em nosso tão atarefado cotidiano de um tempo para sentir o fogo, a terra e – pretendo em breve - a água da Índia.