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quarta-feira, 11 de julho de 2018

cansaço


Meus olhos ardem
                não pelo spray de pimenta
pelas lágrimas que borraram a maquiagem da artista ferida, impedida de só artistar
Meus olhos ardem por chorar a esperança perdida, por ter confiado por alguns anos  que tínhamos encontrado um caminho
Meus olhos choram a raiva pela impotência diante da barbárie promovida pela mesquinhez de quem quer ser único a ter direitos
Meus olhos choram pelo que poderíamos ter sido mas não acredito que um dia seremos
Meus olhos choram por tudo que eles tem visto.
Minha garganta está travada
                não pelo gás da bomba
por todas as palavras gritadas por quem apanhava
pela injustiça de ver por terra sonhos tão lindos de simples igualdade.
Meu coração está apertado por que minha esperança está morrendo com a falta de humanidade de pessoas que vivem perto de mim e eu julgava “de bem”
Meu coração está apertado pelo medo, pela tristeza, pelo cansaço.
Mesmo quando digo que cairei lutando sinto que minto a mim mesma pois apesar de ver muitos ainda lutando, a vergonha pela pasmaceira generalizada só faz aumentar dentro de mim
                a vergonha por quem se diz consciente mas nada faz
                a vergonha por quem não assume seus atos, seu voto
                a vergonha por quem vê mas finge que não, ouve mas finge que não
                 vergonha por mim, que penso em desistir mas sigo por que não sei ser diferente,               
                                                                                                                        então vivo uma mentira

Dei voz a personagem que diz “então eu sairei e caminharei sozinha, sendo levada pelo vento puro e limpo que vem do princípio do mundo e ficarei pequenina, pequenina, pequenina...”

É isso que sinto... Quero ficar pequenina, pequenina... Pequenina até sumir...

quinta-feira, 14 de junho de 2018

SOMENTE NÉSCIOS PODEM ACREDITAR QUE ACABAR COM EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE PODE AJUDAR NA SEGURANÇA DE TODOS.



Quando diminui-se o número de oportunidades e aumenta-se o abismo entre a minúscula parcela de privilegiados tirando ainda mais de quem já pouco tinha, abrem-se as portas da barbárie: Ou creem esses estúpidos que as pessoas ficarão, indefinidamente, aguentando essa perda constante de direitos conquistados a duras penas? Em não havendo uma organização popular, organizam-se aqueles com acesso a armas. Resolvem, individualmente, fazer justiça, tirando de quem veem com mais. Não escolhem etnia, idade, região. Buscam sozinhos o que lhes foi negado, seja em itens para venda, seja em atenção da população e das autoridades.

Privatizar o serviço público é a ‘cereja do bolo’: cobra-se duas vezes por serviço de péssima qualidade, nega-se acesso a quem já pouco ou nada tem. Escancara-se o pensamento de que as pessoas não merecem oportunidades, a menos que façam exatamente o que lhes é mandado fazer. Que façam o que os privilegiados consideram correto e merecedor de recompensa. A quem nisso não se encaixa, sobra a escolha entre morrer à míngua e fazer justiça com as próprias mãos.
Ao invés de aprender com o crescimento que vimos nas últimas décadas e com os erros de outros povos e países, braZiu segue na contramão, feito criança birrenta que prefere apenas se ferrar a ouvir o que outros mais experientes tentam dizer. Não é ruim aprender sozinho. Mas é burrice não ouvir e pensar sobre o que dizem quem já passou pelo mesmo.
E querem que eu acredite que um dia ISTO será nação ou povo? Que me convençam com atos, não com falatório.


quinta-feira, 29 de março de 2018

Tenho direito a profissão!


“Numa democracia constitucional não cabe ao estado policiar a arte”.
A partir desta frase poderíamos lembrar questões recentes de censura às artes no país e até pensar que foi proferida por pessoa desavisada, sem conhecimento da atual onda de cerceamento que lava despudoradamente o Brasil de ponta a ponta. Mas foi proferida por quem acredita estar defendendo direitos enquanto empurra centenas de milhares de pessoas à informalidade e legando o público às mãos ineptas de supostos técnicos.
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A situação de que tratamos aqui é a Arguição de Descumprimento de Preceito fundamental (ADPF) n. 293, que pretende, grosso modo, retirar o direito de artistas cênicos e técnicos - entre outros - serem reconhecidos como profissionais.
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A alegação de que a Lei restringe o exercício de atividade artística é estapafúrdia pelo erro de interpretação que carrega. A Lei 6533/78 (e decreto 82385/78 que a regulamenta) que reconheceu como profissão o técnico e o artista cênico em nenhum momento coíbe o livre fazer artístico, ela visa regular o exercício da profissão que, por definição, é uma atividade especializada. Assim, profissional é quem adquiriu em fontes variadas e seguras o conhecimento da atividade que realiza. Pode qualquer pessoa criar e executar um cenário e garantir que ele não cairá sobre elenco e plateia ou incendiará em contato com um refletor?  Ainda mais grave é a arguição quando sugere ser desnecessária a exigência de registro do profissional técnico em benefício do interesse público. Desconhecerá responsabilidades em situações como a tragédia da casa noturna Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul? O técnico é o responsável pelas instalações de som, vídeo e luz e sua operação. Pode-se admitir que pessoa não qualificada assuma os riscos que somente um técnico profissional conhece ao lidar com eletricidade ou trabalho em altura? Como saber se este amante da arte adquiriu conhecimento suficiente para dar aulas ou responder questões técnicas de segurança? COM O REGISTRO PROFISSIONAL.

A Lei é clara: são aceitos além de diplomas acadêmicos ou atestado de capacitação profissional. Para este atestado, o aspirante a um registro profissional leva na entidade representativa de categoria do estado onde reside todo o material que comprove sua atividade. De maneira geral são aceitos certificados e comprovações de cursos e profissionais com quem tenha trabalhado. Por ser a obtenção de atestado de capacitação uma prática tão simples, fica a dúvida de a que interesses serve a extinção de nossa profissão, por que é disso que se trata, em resumo.  
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Certamente não são os interesses da liberdade de expressão ou de quem trabalha em várias frentes, do ensino de técnicas artísticas ao labor exaustivo dos ensaios ou aos interesses de quem realmente zela pela segurança de público e trabalhadores em espetáculos de diversões.
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Num momento extremamente delicado nas relações profissionais, políticas, econômicas no país, a que serve este tipo de discussão inócua que pretende tirar direitos ao invés de defendê-los? Se realmente o estado não pode policiar a arte, pode ele arbitrar o desvalor de profissionais com responsabilidades éticas e técnicas reconhecidas por um registro cuja inexistência não trará benefício social algum, considerando desnecessário seu reconhecimento legal? Justamente não estará o Estado legando centenas de milhares de profissionais à informalidade de subempregos leiloados a “quem ganha menos” em benefício unicamente de contratantes que visam aumentar seus lucros reduzindo custos de produção ou, como é prática comum, oferecendo comida e transporte em troca do trabalho artístico que hoje é sustento de tantas famílias?

domingo, 25 de março de 2018

Troféu sem prêmio e sem voz?



A julgar pelos comentários virtuais pós festim, a classe teatreira de Porto Alegre teve a cerimônia de Açorianos e Tibicuera que merecia.

Há alguns anos, quando os grupos que participavam do moribundo projeto Usina das Artes resolveram usar a premiação – na época transmitida ao vivo em canal de televisão local - como espaço público de manifestação não pensaram que os premiados ficariam tão inebriados pela deferência que ‘esqueceriam’ de levantar questões tão importantes quanto o risco que se corria da extinção do projeto. Agora praticamente não existe, mas quase ninguém parece incomodado.

Premiado com troféu, mas calado pela ausência providencial de microfone, apesar da estrutura montada e das performances contratadas pela Secretaria, nem mesmo o sumiço da verba dos módicos prêmios às ‘principais’ categorias de premiação é motivo de indignação.

Ouça seu nome e passe no balcão para recebeu seu brinquedo novo. Essa é a nova modalidade de premiação que deveria ser o reconhecimento pela excelência do trabalho artístico. Criado devido à intensa movimentação teatral e pelo aumento progressivo do público de teatro em 1977, os Troféus Açorianos e Tibicuera hoje são figuras patéticas que envergonhariam Vasco Prado. 

domingo, 18 de março de 2018

O mundo já está muito difícil para que perpetuemos a barbárie.

Informativo para ciclistas sobre o CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO.
  Com o aumento do número de bicicletas, onde os pedestres vão caminhar em segurança?
Aja com consciência. 
Art. 3º do Decreto Lei 4.657/42 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro:
“Ninguém pode se escusar de cumprir a lei alegando que não a conhece”.
              Muita gente quer ser respeitada mas não vê necessidade de respeitar os outros ou as Leis. Um dos            
       maiores exemplos disso é o tráfego ilegal de ciclistas nas calçadas, contrariando o disposto no Código     
       Brasileiro de Trânsito e causando diversos acidentes, mesmo onde há ciclovia. Entenda:
       Lei 9503/97. Institui o Código Brasileiro de Trânsito. 
       http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L9503.htm
           Ao contrário do que muita gente acredita, o texto do Código Brasileiro de Trânsito valoriza                       essencialmente a vida, não o fluxo de veículos. Na redação de seus artigos, percebe-se uma 
         preocupação acima de tudo com a integridade física dos diversos atores do tráfego, sejam eles       
         motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres. Bicicletas, triciclos, handbikes e outras variações
         são todos considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e prioridade sobre os
         automotores. Assim, parece incoerente que tanto se lute por ciclovias e respeito ao ciclista e se 
          esqueça os que são mais fracos que aqueles.
         Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
           (…)
§       2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os

              veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados 
              pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
         Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando
                   não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, 
                   nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com                       preferência sobre os veículos automotores.
            Art. 59Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com 
                          circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
              Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma
                              agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
                              Infração – média;
                              Penalidade – multa;
                              Medida administrativa – remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.
Art. 244, § 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
                    (...)
                    c ) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria 
                         segurança. 

                               
Fontes:


sábado, 10 de fevereiro de 2018

O QUE NOS FALTA É CONHECIMENTO, CERTO? Vamos pensar juntos, afinal, pensar é o que tem faltado a muitos.


Sou anarquista em essência. Penso que se todos os seres vivessem bem em comunhão, não seria necessário um Estado para gerir a sociedade. Mas somos egoístas desde o berço e isso faz com que alguém tenha que vir organizar a bagaça.

Então, cria-se o Estado para atender as necessidades de todos, recebendo impostos de modo a fazer com que a máquina estatal funcione em benefício da sociedade pela qual e para a qual algumas autoridades foram eleitas e outras estudaram em suas áreas e depois em concursos para fazer funcionar tudo que é necessário para as pessoas viverem bem dentro do sistema em que escolheram viver. Na teoria deveria funcionar.

O patrimônio do Estado é para garantir os direitos iguais – ainda que neste momento amplamente sonegados – de todos: saúde, educação, etc. A partir deste mínimo as pessoas deveriam conseguir o suficiente para lutar com os próprios braços e pernas.  Quando este patrimônio é vendido, ele fica a serviço dos seus proprietários, que visam lucro. Ponto. Não deverão satisfação a mais ninguém (salvo especificidades legais). Então, quando o Estado tiver vendido tudo e tiver que recorrer ao empresariado para devolver ao povo o que consta na constituição, deverá pagar o preço de mercado, correto?
Ao invés de escolas estruturadas e com professores respeitados e interessados no ensino, deverão pagar empresas o preço que essas quiserem cobrar?
Em lugar de devolver ao aposentado em benefícios como hospitais e atendimento digno, deverá comprar este atendimento para repassar ao povo e cumprir minimamente as Leis?
Quando for construir uma estrada, já que não terá fundações e autarquias que instruam  governo, como faz por exemplo, a FEE, ele terá que acreditar no que dizem os vendedores de projetos das empresas privadas?
Quando for imprimir o material necessário para uso interno, terá que cotar em diversas gráficas por que a sua – que dava lucro – está agora na mão de amigos.

Então chegará o momento em que o próprio governo perderá a razão de existir, não? Por que precisamos pagar rios de dinheiro para alguém nos dizer quem cobra o preço menor e entrega o serviço? Façamos nós mesmos! Aliás, para que o empresário vai precisar pagar o governo, se ele já é dono do campinho? Para que intermediários?


Fico em dúvida se quem defende a venda do patrimônio público é apenas ingênuo ou realmente cúmplice.

sábado, 27 de janeiro de 2018

braziu

Nasci juntinho com o AI-5.
Cresci sob a ameaça constante de, no caso de falar algo 'indevido', ter meus pais presos e minha irmã e eu sermos enviadas a um orfanato - ou pior! Uma vez vez cheguei em casa cantarolando trecho de música que ouvira na rua. "...caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento...".
Imediatamente minha mãe me disse pra ficar quieta, fechou uma janela, me segurou pelos braços e disse, nervosa: "quer que teu pai seja preso?", NUNCA MAIS CANTA ESSA MÚSICA!"

E assim calei-me.
Nunca esqueci o medo de andar na rua e ver um capacete branco. Nunca esqueci os olhos de minha mãe naquele dia.

As pessoas que hoje tem toda a liberdade de falar TUDO que querem, inclusive ofensas e mentiras, clamando por novo governo ditatorial, nada sabem realmente sobre este medo. Riem, incrédulos, quando essa sombra se avizinha, acreditando que ditaduras se estabelecem apenas por força de armas. Servos voluntários pelo hábito, covardia ou participação (perversa) na tirania, acreditam-se detentores de uma verdade única, fechando olhos e ouvidos a quem ousa pensar diferente e à verdade de que todo um sistema corrupto precisa ser limpo desde a população e seus representantes, não sendo a condenação de um único homem a redenção de um lugar que nunca foi planejado para ser nação.

Lamentavelmente, somos arrastados por não-inocentes úteis ao poço que lhes é oferecido como salvação de algo que nem sabem o que é, mas, de que DIZEM SER O MAL.

Ler: http://br.rfi.fr/brasil/20180127-brasil-uma-democracia-em-decadencia
http://www.esdc.com.br/CSF/artigo_2007_11_Boetie.htm

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Somos grande mal do Brasil.

FUJAMOS ENQUANTO HÁ TEMPO!
É mais fácil mudar de país que mudar o país?
Já se perguntaram por que brasileiros tomam tanto antidepressivo? É só sair daqui e perceber que é o Brasil que nos faz mal.
Os brasileiros são corruptos, mal educados, arrogantes, incompetentes, intransigentes. Como as autoridades (eleitas ou não) poderiam ser diferentes? E quando se observa algo a alguém, mesmo para ajudar a resposta é sempre estúpida e grosseira. Estou generalizando? Com certeza. Mas a generalização ocorre pela maioria. E infelizmente, é verdade. A pessoa sai do Brasil e volta arrotando a cultura e a educação de outros povos. Mas aqui ela joga lixo no chão e quer burlar tudo que for possível para levar algum tio de vantagem. Minto?
Aeroporto, primeira parada, muitas pessoas cansadas, com saudades de casa. O que faz a funcionária da PF? Chama com a mão e uma cara de poucos amigos, não responde ao cumprimento, não olha na tua cara para conferir a foto, abre e fecha o passaporte, e faz um sinal um sinal com a mão, torcendo a boca, naquele movimento típico de quem só quer que tu sumas dali. Bom dia pra ti também!
Farmacêuticos e atendentes não te vendem remédio, alegando que a receita do dia 1/10 não vale mais em 31/10, mostrando a Lei que diz que a prescrição perde a validade após  “30 dias corridos a contar do dia posterior à prescrição.” Mas o dia anterior foi dia 30, então não vale mais!! Anvisa e vigilância sanitária concordam que é apenas um erro matemático deles que não conseguem somar 1 + 30, mas não podem fazer nada e farmacêutica fica tirando sarro da tua cara e fazendo as pessoas darem risada da própria ignorância (sim, ação de danos morais encaminhada.)
A operadora de cartão de crédito se nega a reconhecer a determinação da justiça de uma pessoa ser curadora da outra para resolver cobranças indevidas, mas não tem nenhum problema em cobrar da pessoa os valores devidos e indevidos. Mesmo que estejas NA AGÊNCIA, com a opção do menu telefônico “estou na agência” falando com o funcionário do banco, ligando da agência ela insiste: ela tem que ir na agência. A pessoa interditada.
Quem faz isso? PESSOAS. PESSOAS COMO NÓS TODOS SOMOS. Não existem OUTROS  que devem melhorar, só existimos NÓS. É só burrice? Má vontade? Ou apenas estão anestesiados e sem vontade?
A passagem de ônibus em Porto Alegre está em 4,05. Mas os ônibus já escassos vão diminuir em 2018, muitas pessoas ficarão desempregados e ficaremos mais de uma hora nas paradas para sermos assaltados, pois talvez em algum momento haja apenas um carro em cada direção na linha ou talvez um fazendo todo o trajeto. O problema são as “autoridades”, ou é com você, que prefere só ficar em casa reclamando e tomando calmante, diante da televisão?
Temos terras cultiváveis durante todo o ano, variedade incontáveis de produtos alimentícios, de alternativas para todo tipo de tecido, temos muitas pessoas dispostas a trabalhar, pessoas criativas, geniais. Mas a maioria só quer um emprego (não trabalho) em que ganhe muito, trabalhe pouco e tá pouco se lixando pro resto.
Por que tantas pessoas doentes? Por que com tantos benefícios da natureza, preferimos nos envenenar sendo más pessoas? Na Noruega você pode esquecer a bolsa no ônibus e voltar para recuperá-la com todos os pertences dentro? Aqui pode ser assim, basta que a gente queira. Se você olhar um objeto que não lhe pertence e deixar onde está, certamente o dono voltará para buscar. Simples.
É O BRASIL QUE NOS DEIXA DOENTES. É você que nos deixa doentes. Você que se torna doente.

Todas as suas atitudes continuarão dentro de você, impregnadas. Prefere que sejam coisas boas ou más? O QUE SE LEVA DESSA VIDA É A VIDA QUE SE LEVA. Mais nada.

sábado, 1 de julho de 2017

A PASSIVIDADE PATÉTICA DE MILHÕES DE PESSOAS

Lembro que há pouco mais de um ano algumas pessoas completamente desorientadas achavam que o Brasil se tornaria algo próximo de uma Venezuela atual.

Pois vejam: pouco diferimos, AGORA, da Venezuela de hoje, já que somos absolutamente ignorados, a impunidade é mais que estarrecedora, pessoas ficam embotadas em frente à televisão, vendo passivamente seus direitos serem vilipendiados sem sequer conseguir acesso digno ao pão e ao circo. Até por que o circo já pegou fogo e os artistas são considerados alguns dos grandes vilões do incêndio.

CORRIJO-ME: nossos vizinhos tem a coragem de ainda ir às ruas gritar por justiça, mesmo agredidos com requintes de crueldade.
Mas, por falta de acesso ao petróleo daquele país, organizações estrangeiras pouco se importam com seu futuro. Talvez até pensem que seja melhor aguardar que todos se matem para vir recolher os despojos.

Sob pretexto de reformar para crescer, no Brasil vemos nossos direitos trabalhistas completamente pisoteados sob as botas de quem ri da nossa trágica submissão. Nosso direito à educação de qualidade açoitado por mudanças cujo único objetivo é manter, como no livro de George Orwell, o poder e a riqueza na mão daqueles que detém o conhecimento. Mesmo quem PAGA pela possibilidade de ter atendimento digno na saúde, sofre com o total descalabro que assola o país em todos os níveis de necessidades e simplesmente NADA acontece.

Em que outro lugar INCONTÁVEIS TRILHÕES são sonegados, desviados, roubados sem que a indignação produza reações concretas e ainda se cogita legalizar esses recursos?

Como não secar por dentro? Como não vergar diante da força da PASSIVIDADE PATÉTICA DE MILHÕES DE PESSOAS que se impõe como uma parede gigantesca contra quem ainda ousa reagir?

Minha voz tem hoje um volume mais baixo. Há poucos meses éramos tão, tão poucos na Praça da Matriz em Porto Alegre, que em determinado momento, disfônica, sequer tinha força para chorar. As lágrimas brotavam desesperadas no silêncio. Recebi abraços de quem eu não conhecia, irmanados que estávamos no desespero e agora, na desesperança.

Limito-me hoje à batalha em campo profissional no intuito egoísta de não me sentir lesada sem luta.

A vergonha que sinto de dizer-me brasileira só não é maior por que meus pais e avós não podem ver o que nos tornamos. Como dizer-me "humana"?

Pouco (e muito!) ainda me mantém aqui. Não sei por quanto tempo.

sábado, 13 de maio de 2017

JL

Levo o calor do olhar que recebi
A alegria do riso que ouvi
O amor de tudo que senti
Levo pra sempre a vida que vivi

Contigo